04.06.2026

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Simepar: Impactos da Seca no Paraná em 2026

simepar — BR news
A Simepar registrou chuvas abaixo da média em fevereiro de 2026, resultando em seca fraca no Centro-Oeste do Paraná.

O que os dados mostram

No início de 2026, as expectativas em relação ao clima no Paraná eram de um verão marcado por chuvas regulares, conforme observado nos anos anteriores. Entretanto, a realidade se mostrou diferente, com a Simepar registrando um acumulado de chuva abaixo da média em fevereiro, o que resultou em um avanço da seca fraca no Centro-Oeste do estado.

Seis estações meteorológicas do Simepar apontaram que o acumulado de chuva em fevereiro não ultrapassou 60 mm, sendo que o menor volume foi registrado em Santo Antônio da Platina, com apenas 8,2 mm. Para se ter uma ideia da gravidade da situação, a média histórica de chuva para fevereiro naquela localidade é de 137 mm. Além disso, desde o dia 1º de janeiro, não houve registro de mais de 5 mm de chuva em um único dia.

O verão de 2025 e 2026, embora tenha começado com chuvas regulares, não apresentou uma distribuição adequada, o que contribuiu para a situação atual. O Monitor de Secas, que acompanha a umidade do solo e a disponibilidade hídrica, já indicava a presença de seca moderada no Norte Pioneiro e seca grave em algumas cidades que fazem divisa com São Paulo.

A falta de chuvas teve um impacto direto na agricultura, especialmente no que diz respeito ao milho safrinha. A germinação das plantas está atrasada nas regiões Norte e Oeste do Paraná, o que pode comprometer a safra. Bernardo Lipski, especialista em meteorologia, destacou que “é possível perceber um atraso do crescimento das plantas já ocasionado pela falta de chuva, que persistiu até o início de março”.

Em 16 de março de 2026, a previsão do tempo indicava temperaturas acima de 30°C em praticamente todas as regiões paranaenses. A passagem de uma frente fria, no entanto, trazia a esperança de maiores volumes de chuva para algumas áreas. Em Maringá, por exemplo, a temperatura mínima prevista era de 22°C, com uma máxima podendo chegar a 32°C, acompanhada de ventos com velocidade média de cerca de 9 km/h.

Reinaldo Kneib, meteorologista da Simepar, comentou sobre a situação: “O verão de 2025 e 2026 foi marcado no Centro-Oeste, parte do Sudoeste e microrregião de Cascavel por chuvas regulares, mas a anomalia negativa de precipitação culminou em um avanço da seca fraca, que já era observada em janeiro no Sudoeste e no Centro do Estado”. Essa análise ressalta a importância de monitorar as condições climáticas para prever e mitigar os impactos na agricultura e na vida cotidiana da população.

Enquanto isso, Lizandro Jacóbsen, também da Simepar, informou que “um sistema de baixa pressão se desloca pelo sul do Brasil em direção ao Centro e parte do Norte e Noroeste paranaenses”, o que pode trazer alívio para a situação hídrica. Contudo, a necessidade de um acompanhamento contínuo permanece, dado que a seca já afeta a produção agrícola e a segurança alimentar na região.