04.06.2026

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Senegal aprova lei que aumenta pena para relações entre pessoas do mesmo sexo

senegal — BR news
O parlamento do Senegal aprovou uma lei que dobra a pena máxima para relações entre pessoas do mesmo sexo, aumentando-a para 10 anos de prisão.

Nova legislação aprovada

O parlamento do Senegal aprovou um projeto de lei que dobra a pena máxima para relações entre pessoas do mesmo sexo, aumentando-a para 10 anos de prisão. A nova legislação também criminaliza a promoção da homossexualidade, impondo multas de até R$ 90 mil.

A votação, que ocorreu em 12 de março de 2026, terminou com 135 votos favoráveis, nenhum contrário e três abstenções. A pena máxima anterior era de cinco anos de prisão e multas de até R$ 13.600.

Contexto da nova lei

O projeto de lei foi uma promessa de campanha do governo eleito em 2024 e reflete a visão da população senegalesa, segundo o porta-voz do governo. A nova legislação inclui homossexualidade, bissexualidade, transexualidade, zoofilia e necrofilia sob a categoria de ‘atos contra a natureza’.

Juízes não poderão aplicar penas suspensas ou reduzir as condenações abaixo do mínimo previsto, o que indica um endurecimento na repressão a essas práticas. A Federação Internacional pelos Direitos Humanos (FIDH) criticou a aprovação da lei, destacando que endurecer ainda mais a repressão só alimentará violência, medo e impunidade, conforme afirmou Drissa Traoré.

Reações e implicações

Amadou Moustapha Ndieck Sarré, um dos porta-vozes do governo, afirmou: “A maioria dos senegaleses não aceita a homossexualidade. Nossa cultura a rejeita e somos firmemente contra ela.” Essa visão é compartilhada por muitos no país, onde mais de 30 dos 54 países africanos criminalizam relações homossexuais.

A criminalização da homossexualidade em muitos países africanos tem origem em códigos herdados da colonização. Recentemente, Burkina Faso aprovou uma lei semelhante, criminalizando relações entre pessoas do mesmo sexo.

O Senegal é signatário do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos desde 1978, o que levanta questões sobre a compatibilidade dessas novas leis com os compromissos internacionais do país.

Detalhes permanecem não confirmados sobre as possíveis reações internacionais e o impacto que essa nova legislação terá sobre a sociedade senegalesa.