No dia 19 de março de 2026, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) anunciou que o pirarucu foi classificado como uma espécie invasora fora da Amazônia. A medida, publicada no Diário Oficial da União, permite a pesca, captura e abate do pirarucu sem restrições em regiões onde o peixe não é nativo, como a Bacia do Paraguai, no Distrito Federal.
Os exemplares capturados não poderão ser devolvidos ao ambiente, uma vez que a presença do pirarucu fora de seu habitat original é considerada um problema ambiental no Brasil. O peixe, que pode atingir até dois metros de comprimento e pesar mais de 100 quilos, é conhecido por competir com espécies nativas e provocar desequilíbrios nos ecossistemas.
A medida foi adotada em resposta ao impacto negativo que o pirarucu tem causado em ecossistemas mais frágeis, como os da Bacia do Paranoá. O Ibama ressaltou que a erradicação completa do pirarucu é uma tarefa difícil, e o controle populacional por meio da pesca é uma alternativa viável.
Além disso, a comercialização do pirarucu capturado será restrita ao estado de origem, conforme as diretrizes estabelecidas pela nova regulamentação. Durante a época do defeso, a pesca do pirarucu continua proibida na Amazônia, onde a espécie é nativa e desempenha um papel importante no equilíbrio dos ecossistemas.
As reações à decisão do Ibama foram mistas. Enquanto alguns ambientalistas expressaram preocupação com a possibilidade de que a liberação da pesca possa exacerbar os problemas ecológicos, outros veem a medida como uma forma necessária de controle populacional. “O pirarucu, peixe amazônico, virou invasor na Bacia do Paranoá (DF)”, afirmou um especialista em meio ambiente.
A autorização do Ibama para o abate e a comercialização dos exemplares capturados é vista como uma tentativa de mitigar os danos causados pela espécie invasora, mas a eficácia dessa abordagem ainda será avaliada ao longo do tempo.
Com a nova regulamentação, o futuro do pirarucu fora da Amazônia permanece incerto, e as autoridades continuarão monitorando a situação para garantir que as medidas adotadas sejam eficazes na proteção dos ecossistemas locais.




