04.06.2026

O Sarrafo — Notícias, Opinião e Informação

Análises críticas e as principais notícias sobre o que acontece no Brasil e no mundo

Governador do rio de janeiro: Cláudio Castro renuncia ao cargo de

governador do rio de janeiro — BR news
Cláudio Castro renunciou ao cargo de governador do Rio de Janeiro, um dia antes de um julgamento que poderia resultar em sua cassação.

“Encerro o meu tempo à frente do governo do Estado de cabeça erguida e de forma grata”, afirmou Cláudio Castro ao anunciar sua renúncia ao cargo de governador do Rio de Janeiro. A decisão ocorreu um dia antes do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que poderia levar à sua cassação.

Castro, que foi reeleito no primeiro turno das eleições de 2022 com 4,9 milhões de votos, enfrenta acusações de abuso de poder econômico e político durante sua campanha. O TSE retoma o julgamento de recursos que pedem a cassação de seu diploma, após uma suspensão anterior por um pedido de vista do ministro Nunes Marques.

A relatora do caso, ministra Isabel Gallotti, já votou pela cassação de Castro, o que aumenta a pressão sobre o ex-governador. O Ministério Público Eleitoral também solicitou a cassação de seu mandato, citando irregularidades significativas.

O presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto, assumirá interinamente o governo até que uma nova eleição indireta seja organizada, o que deve ocorrer em um prazo de 30 dias. Durante esse período, os deputados estaduais terão a responsabilidade de escolher um novo governador.

Castro, ao se despedir, reiterou que todas as ações de seu governo seguiram dentro da legalidade e negou qualquer relação com a campanha eleitoral. “Hoje eu encerro o meu tempo à frente do governo do Estado. Vou em busca de novos projetos”, completou.

O julgamento no TSE teve início em novembro de 2025 e, caso a cassação se concretize, Castro poderá enfrentar até oito anos de inelegibilidade. A situação é tensa, com a possibilidade de que outros políticos também sejam afetados pelas decisões do tribunal.

Além disso, a investigação aponta para irregularidades como 240 milhões de reais em saques de dinheiro vivo em caixas eletrônicos e a contratação de 27 mil servidores temporários sem a devida urgência, o que agrava ainda mais a situação de Castro.

O cenário político no Rio de Janeiro se torna cada vez mais instável, com a expectativa de que novos desdobramentos ocorram nos próximos dias, à medida que a situação se desenrola e novas informações surgem.

Detalhes permanecem não confirmados.