O outono de 2026 começa oficialmente no dia 20 de março às 11h45 pelo horário de Brasília, trazendo uma expectativa de temperaturas elevadas que se assemelham mais ao verão do que ao que se espera de uma estação de transição.
Antes deste desenvolvimento, a previsão era de que o outono apresentasse um clima mais ameno e característico da estação, com uma gradual diminuição das temperaturas e um aumento da umidade. No entanto, a realidade se mostra diferente, com um calor intenso predominando no início do outono.
As temperaturas devem permanecer elevadas, com a meteorologista Ana Clara Marques afirmando: “Essa cara de clima de verão, abafado e com pancadas de chuva, ainda deve predominar no início do outono.” Esse cenário é um contraste significativo com o que se esperava anteriormente.
Os primeiros sinais de mudança climática devem ocorrer apenas na virada de maio para junho, quando as massas de ar frio intenso começam a se fazer sentir. Até lá, as regiões do Brasil enfrentarão um outono que, em muitos aspectos, parece mais um prolongamento do verão.
Além disso, a redução do volume de chuvas é uma característica marcante do outono na maior parte do Brasil. No Centro-Oeste, por exemplo, a umidade relativa do ar deve cair, resultando em dias ensolarados e secos. No Nordeste, a estação traz uma redução gradual das chuvas, mas o calor continua elevado no litoral.
No Sul e Sudeste, a mudança de temperatura será mais acentuada, com possibilidade de geadas nas áreas de serra do Sul. Em São Paulo, as mínimas podem se aproximar de 10 graus Celsius, enquanto em Mato Grosso do Sul, as temperaturas podem aumentar em 1 grau Celsius.
O outono é uma estação de transição entre o verão e o inverno, e sua duração se estende até 21 de junho, quando começa o inverno. No Norte do Brasil, o outono marca o início do período de menor volume de chuvas, conhecido como ‘verão amazônico’.
Com 30 milímetros abaixo da média histórica de chuvas esperadas, a situação hídrica pode se tornar crítica em algumas regiões. Em março, o percentual de armazenamento de água no solo é de 80%, mas essa taxa pode cair para 60% em abril, o que levanta preocupações sobre a disponibilidade de água para as lavouras e o abastecimento.
As mudanças climáticas que estamos presenciando exigem uma atenção especial, pois os padrões climáticos estão se alterando de forma significativa. Detalhes permanecem não confirmados, mas a expectativa é de que o outono de 2026 seja um reflexo das transformações climáticas em curso no Brasil.




