04.06.2026

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Dosimetria

dosimetria — BR news
A retirada de trechos do veto ao PL da Dosimetria gera divisões entre parlamentares sobre a flexibilização das penas para crimes graves.

A retirada de trechos do veto ao Veto 3/2026 gera divisões entre parlamentares sobre a flexibilização das penas para crimes graves. O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, anunciou a mudança que evita a redução do tempo mínimo em regimes severos para condenados por crimes hediondos e feminicídio.

Os trechos retirados poderiam flexibilizar a progressão de pena, especialmente para os condenados envolvidos em organizações criminosas. Essa decisão é uma resposta à Lei Antifacção, sancionada em março de 2026, que busca endurecer as punições.

Fatos chave:

  • A retirada evita conflito com a Lei Antifacção.
  • Os dispositivos excluídos tratam da progressão de regime prevista no artigo 112 da Lei de Execução Penal.
  • Se o veto fosse derrubado, regras mais brandas poderiam voltar a valer.

O PL da Dosimetria também altera como crimes cometidos em conjunto são computados, passando a valer o concurso formal. A proposta reduz o tempo mínimo para progressão do regime fechado ao semiaberto para crimes contra o Estado Democrático de Direito.

Para rejeitar o veto, é necessária a maioria absoluta: 257 votos dos deputados e 41 dos senadores. Caso o veto seja derrubado, o projeto segue para promulgação. A redução de pena ou a progressão de regime não será automática.

O STF pode suspender a vigência da Lei se entender que viola preceitos constitucionais. O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses por atos relacionados ao golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023.