04.06.2026

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Cão Orelha: Caso de Maus-Tratos e Morte de Investigado em Florianópolis

cão orelha — BR news
O caso do cão Orelha em Florianópolis ganhou notoriedade após a morte de Tony Marcos de Souza, investigado por coação de testemunha. Mais de 20 pessoas foram ouvidas pela polícia.

O caso do cão Orelha, que se tornou um símbolo de maus-tratos a animais em Florianópolis, ganhou novos contornos com a morte de Tony Marcos de Souza, de 52 anos, que estava sendo investigado por coação de testemunha. Tony faleceu após sofrer um infarto, exacerbado pela depressão, tendo emagrecido 10 kg desde o início das investigações.

A investigação sobre o cão Orelha começou após o animal ser encontrado ferido e necessitar passar por eutanásia. Desde então, mais de 20 pessoas foram ouvidas pela polícia, que busca esclarecer a responsabilidade pelos maus-tratos. As famílias dos adolescentes supostamente envolvidos negaram as acusações, afirmando que seus filhos são inocentes. “Circula nas redes sociais um vídeo que supostamente mostra os autores da agressão. Nosso filho não está nele”, afirmaram os pais de um dos adolescentes.

A coação de testemunha, que está sendo investigada, ocorreu uma semana após a morte do cão Orelha. A polícia também investiga a suposta participação de um pai e de um policial civil nesse ato. As provas reunidas demonstraram que os conflitos envolvendo os adultos ocorreram dias após os maus-tratos aos animais, segundo o advogado Fabiano Henrique Garcia.

A Polícia Civil não conseguiu localizar a arma de fogo durante buscas na casa de Tony, e o caso tramita sob segredo de Justiça devido ao envolvimento de menores. O Ministério Público de Santa Catarina solicitou uma diligência complementar à Polícia Civil para coletar mais provas, mas o caso caminha para arquivamento devido às evidências colhidas até o momento.

O cão Orelha era um animal comunitário, cuidado por moradores do bairro, e sua morte gerou uma onda de indignação entre os defensores dos direitos dos animais. A situação de Tony Marcos de Souza, que estava “muito deprimido com toda a injustiça”, segundo Rodrigo Duarte da Silva, amigo do investigado, reflete a complexidade emocional que envolve casos de violência contra animais e suas repercussões sociais.

Com a morte de Tony, as investigações enfrentam um novo desafio, pois detalhes sobre a coação de testemunha e a possível ligação de outros envolvidos ainda precisam ser esclarecidos. As famílias dos adolescentes continuam a afirmar que não há relação entre seus filhos e os eventos que levaram à morte do cão.

Enquanto isso, a comunidade se mobiliza em defesa dos direitos dos animais, clamando por justiça no caso do cão Orelha. Observadores esperam que as investigações prossigam de forma a esclarecer todos os aspectos envolvidos, mas detalhes permanecem não confirmados.