Contexto da Rivalidade
A relação entre Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e André Esteves, CEO do BTG Pactual, sempre foi marcada por rivalidades e disputas envolvendo ativos, liquidez e influência no sistema financeiro. Recentemente, essa rivalidade ganhou novos contornos com a revelação de diálogos entre Vorcaro e Martha Graeff, que estão sendo investigados pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero.
Desenvolvimentos Recentes
Em 6 de março de 2026, Vorcaro fez declarações contundentes sobre Esteves, descrevendo-o como “ardiloso” e afirmando que ele “entra na mente dos caras do Bacen”. Vorcaro também mencionou que estava sob pressão do mercado e que Esteves o “espremia” para ficar com o banco. Essa situação se intensificou após o Banco Central afastar dois servidores devido a indícios de vantagens indevidas durante a revisão interna dos processos de fiscalização do Banco Master.
Acusações e Reações
Vorcaro caracterizou a disputa como uma “guerra” no mercado financeiro, referindo-se ao BTG como um competidor agressivo. Ele afirmou que Esteves disse para “esquecer o BRB”, em referência a uma disputa entre o Banco Master e o Banco de Brasília. Em um tom provocativo, Vorcaro declarou: “Banco é igual máfia” e ainda acrescentou: “Ele é Deus que apareceu na nossa vida”.
Consequências e Expectativas
O BTG Pactual adquiriu um pacote de ativos de Vorcaro avaliado em cerca de R$ 1,5 bilhão em maio de 2025, o que acirrou ainda mais a rivalidade entre as instituições. O ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, comentou sobre a contaminação no BC, mas acredita que a situação é uma anormalidade pontual. O Banco Central, por sua vez, declarou que a Operação Compliance Zero é essencial para esclarecer os fatos.
Com as investigações em andamento, detalhes permanecem não confirmados, mas a expectativa é de que novos desdobramentos ocorram nos próximos dias, à medida que as autoridades aprofundam suas análises sobre as alegações feitas por Vorcaro e as ações do Banco Central.




