Alexandre Ramagem foi preso pelo Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira dos Estados Unidos (ICE) no último dia 13 de abril de 2026. Ramagem, que é considerado foragido da Justiça brasileira desde setembro de 2025, foi condenado a 16 anos de prisão por crimes graves, incluindo organização criminosa armada e golpe de Estado.
De acordo com informações, Ramagem saiu do Brasil de forma clandestina pela fronteira com a Guiana e utilizou um passaporte diplomático para entrar nos Estados Unidos. O governo brasileiro solicitou sua extradição no final de dezembro de 2025, após ele ter seu visto de turista cancelado.
O nome de Ramagem está na lista de foragidos da Interpol, e a expectativa da Polícia Federal é que ele seja deportado ao Brasil após uma audiência com um juiz de assuntos migratórios. Eduardo Bolsonaro, em defesa de Ramagem, afirmou que ele tem status legal e aguarda a análise de um pedido de asilo.
O senador Jorge Seif também pediu que o requerimento de asilo político de Ramagem ganhe celeridade. “É inaceitável que os Estados Unidos da América, o grande pilar da democracia ocidental e mundial, faça uma deportação injusta”, declarou Seif.
Por outro lado, figuras como Gleise Hoffman e José Dirceu criticaram a situação, destacando que nem mesmo Trump está protegendo os bolsonaristas. Ramagem, que foi diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo de Jair Bolsonaro, agora enfrenta um futuro incerto.
Detalhes sobre o motivo exato da prisão de Ramagem permanecem não confirmados, assim como o local de sua detenção. A defesa de Ramagem poderá argumentar que ele é alvo de perseguição política, o que pode suspender o processo de deportação.




