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:: ‘Pontes’

PESQUISADOR ILHEENSE ESMIÚÇA OS IMPACTOS DA NOVA PONTE, E EXPLICA ORIGENS DO ASSOREAMENTO DA BAÍA DO PONTAL

Fonte: ilheus.com.br

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Baía do Pontal – Av 2 de Julho – Outeiro de São Sebastião – Morro de Pernambuco – Nova Ponte Jorge Amado – Av. Lomanto Junior Foto: Marcelo Silveira

A questão do avanço do assoreamento da Baía do Pontal, foi um dos principais assuntos que compuseram a pauta de reunião entre o presidente da Bahia Pesca, Marcelo Oliveira, pescadores e produtores da região.

Em visita ao Terminal Pesqueiro de Ilhéus na última segunda-feira (04), ele ouviu dos donos de embarcação que, com a construção da nova ponte, as embarcações estão com dificuldades de entrar no Terminal, devido ao banco de areia que se forma. A categoria cobrou a realização urgente da dragagem da areia, e recebeu a resposta do presidente da Bahia Pesca, afirmando que “soluções viáveis estão sendo buscadas”.

O assunto vem ganhando destaque nas redes sociais. Isso, como consequência da manifestação de segmentos específicos da sociedade organizada, chamando a atenção para a aceleração do processo de assoreamento da Baía do Pontal, em Ilhéus.

Isso, como consequência direta das intervenções humanas na natureza local, acarretando na concentração anormal de areia e sedimentos na baía, causando com isso a gradativa e preocupante diminuição da profundidade de suas simbólicas águas.

Ante isso, muitos ilheenses estão se questionando: Será que a Baía do Pontal está secando?

Para entender a situação, e tentar responder essa questão, o site Ilhéus 24H conversou com o ilheense Cezar Augusto Teixeira Falcão Filho (36 anos), Geógrafo, graduado na Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Especialista em Gestão Costeira pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Mestre em Sistemas Aquáticos Tropicais pela UESC, e doutorando em Geologia pela UFBA.

Atualmente Cezar estuda os impactos da construção da nova ponte na dinâmica costeira da Praia da Avenida, e na qualidade da água. O assunto é o tema da sua tese de doutorado, que está prestes a defender.

Com uma íntima relação familiar com o mar, o pesquisador é filho de um dos ilheenses pioneiros do surfe na Bahia, de quem herdou o nome, e o amor incondicional pelo surfe, as ondas e a Natureza.

A CAUSA – Cezar faz questão de destacar que o principal causador desse assoreamento da baía, é a construção do Porto do Malhado, inaugurado no começo da década de 70. A nova ponte, frisa, apenas acelerou o processo.

Ele afirma que com a construção do espigão, acabou servindo com uma “armadilha de sedimentos”, deixando a água mais rasa na praia da Avenida, à medida que a faixa de areia ia aumentando. Ou seja, aponta Cesar, “em lugares que na década de 60 tomava-se banho de mar, hoje em dia tem dois metros de areia. E com a profundidade da água é a mesma coisa”.

O Porto do Malhado é um suporte inesgotável de areia, que as ondas vão espalhando pela baía. Somando-se a outro banco de areia, presente no Morro de Pernambuco. Ali, as ondas jogam a areia para dentro da Bahia, contribuindo com o assoreamento”, explica.

ANTES DO PORTO –  O pesquisador ilheense afirma que, antes da construção do Porto, toda a região da Praia da Avenida sofria com erosão. Isso, explica, porque o processo de urbanização local, ocupou a faixa costeira. A avenida Soares Lopes, cita como exemplo, foi toda construída sobre a areia da praia, por sobre dunas. Por isso, destaca, quando a maré enchia, a água batia e molhava toda a pista.

“Quando construíram o porto, o espigão agiu como uma espécie de barreira, concentrando areia trazida pela chamada ‘corrente longitudinal’, que corre paralela à praia. Essa corrente é induzida por ondas, que incidem com um certo ângulo, que, em relação a faixa costeira, forma um vetor que direciona a corrente.

Essa corrente foi a responsável pelo transporte de sedimentos que se acumularam na Praia da Avenida, acarretando no avanço da areia, ou, no recuo do mar”.

O ASSOREAMENTO – Para tentar explicar o processo de assoreamento da baía, Cezar Filho usa de um exemplo figurado. “Imaginemos um copo cheio de água, faltando dois dedos para encher, e começamos a colocar açúcar. Chega uma hora que esse açúcar começa a se acumular. O açúcar vai se concentrando no fundo do copo, e, quanto maior a quantidade, vai acarretando no aumentando o nível de água. É isso o que acontece na baía”.

O pesquisador explica que, em termos práticos, quanto mais sedimentos há no estuário, e segue entrando o mesmo volume de água, a consequência é que, chegará um momento em que essa maré vai superar o nível anterior, e começar a inundar regiões mais baixas, a exemplo da zona central de Ilhéus.

Tal situação já vem acontecendo em alguns períodos do ano. Cesar afirma que quando junta a maré cheia, a água da chuva e a ação do vento, acarretam nos cada vez mais constantes alagamentos do Centro. “Até peixe nadando já foi visto”, recorda.

Ele alerta que com o passar do tempo, entre 10 e 20 anos, a tendência é que os alagamentos fiquem cada vez mais recorrentes, e áreas a exemplo da avenida Dois de Julho, o Calçadão da Marquês de Paranaguá, e adjacências, serão constantemente acometidos por alagamento.

O IMPACTO DA NOVA PONTE – Como informamos acima, os impactos da construção da nova ponte, é tema da tese de doutorado do pesquisador ilheense. Ante isso, aponta, com a obra, acarretou no afunilamento da água, como se pegássemos uma mangueira,  obstruíssemos parte do furo por onde sai a água. Como consequência, o líquido sai com muito mais pressão.

Cesar explica que é justamente isso que a nova ponte está causando na baía: o aumento da velocidade da maré, pelo afunilamento da desembocadura da água entre a praia do Cristo e o Morro de Pernambuco.

“A consequência é o aumento da capacidade que a água tem em transportar mais sedimentos. Caso a água corra mais, ela tem a possibilidade de trazer mais sedimentos para dentro da baía. Isso acelera o transporte. A quantidade de sedimentos que viria em um determinado período de tempo, praticamente dobra de volume. Essa é a consequência da construção da nova ponte”, relata.

A DRAGAGEM – Questionado pela reportagem se a retirada de areia da baía, no processo denominado de dragagem seria a solução, Cesar Filho afirma que de fato é uma solução positiva, e, até então, a mais viável.

Porém, destaca que o trabalho deve ser contínuo, e feito com certa periodicidade, que só mesmo um estudo mais aprofundado poderia precisar.

Estudo realizado por:

Cezar Augusto Teixeira Falcão Filho (36 anos), Geógrafo, graduado na Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Especialista em Gestão Costeira pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Mestre em Sistemas Aquáticos Tropicais pela UESC, e doutorando em Geologia pela UFBA.

Bolsonaro inaugura ponte que aproxima 4 estados da Ferrovia Norte-Sul

Investimento chegou a R$ 30 milhões

Publicado em 20/05/2021 – 14:48 Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Bolsonaro participa de inauguração de ponte entre o Piauí e Maranhão Divulgação/Governo Federal

O presidente Jair Bolsonaro inaugurou hoje (20) a Ponte Estaiada que, ao ligar os municípios de Santa Filomena, no Piauí, e Alto Parnaíba, no Maranhão, potencializará a integração da região conhecida como Matopiba, formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, aproximando-a da Ferrovia Norte-Sul. O investimento chegou a R$ 30 milhões. A ponte fica sobre o rio Parnaíba.

Durante o seu discurso, Bolsonaro lembrou que muitas obras inauguradas durante seu governo foram iniciadas em governos anteriores que acabaram por abandoná-las. A ponte inaugurada hoje, no entanto, foi iniciada em 2019 e terminada durante o atual governo, conforme lembrou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas.

O presidente da República garantiu que “não faltarão recursos para a transposição do rio São Francisco, que não é obra nossa, mas estava há mais de dez anos parada”. Sobre a ponte inaugurada hoje, ele disse que não se justifica a existência de “povo pobre em terra rica”. “Vamos aos poucos porque a velocidade não pode ser muito grande mudando o Brasil”, acrescentou.

Ponte

Com 185 metros de extensão, a ponte Estaiada encurtará a distância entre produtores regionais e a Ferrovia Norte-Sul. Ao discursar, o ministro da Infraestrutura destacou o potencial da região do Matopiba que, segundo ele, terá condições de se tornar “um celeiro para o mundo”. “[Essa região] precisava de um olhar diferenciado. A riqueza e o futuro estão aqui, e o desenvolvimento virá para cá”, disse o ministro. Ele lembrou que, com a ponte e a pavimentação de 270 quilômetros planejados para a BR-235, “a gente vai ligar essa região à Ferrovia Norte-Sul, economizando quilômetros para chegarmos ao Porto de Itaqui”.

“A logística ficará mais barata e com isso o produtor vai investir mais. Essa região vai se desenvolver muito”, acrescentou ao lembrar que, para a população local, a ponte representará uma economia dos gastos que se tinha para fazer a travessia por meio de balsa.

“Hoje mesmo vamos autorizar outra ponte, que é a ligação de Ribeiro Gonçalves (PI) com Tasso Fragoso (MA), porque a BR-330 também é importante para o agronegócio. Está autorizado o procedimento licitatório. Vamos contratar e entregar a próxima ponte”, anunciou o ministro.

Bolsa Família

Entre as consequências da pandemia da covid-19, o presidente destacou a inflação sobre o preço dos alimentos. Diante desse cenário, ele acenou com a possibilidade de amenizar essa situação com os futuros reajustes previstos para o Bolsa Família.

“Hoje em dia, a média do Bolsa Família é de R$ 190. Estamos trabalhando para que, após o quarto mês da terceira etapa do auxílio emergencial, subamos o valor médio porque sabemos que, com esse período de pandemia, aumentou o preço da alimentação e de muitas outras coisas no Brasil. Temos de buscar soluções para que o povo recupere o seu poder aquisitivo. Mas isso passa pela não destruição de empregos; pelo não fechamento do comércio; e pela coragem de decidirmos ao lado da realidade”, argumentou o presidente.

Internet

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, presente ao evento, apresentou algumas novidades de sua pasta. “Estamos trazendo para Santa Filomena ponto de wi-fi para ter internet de graça”, disse ele, ao lembrar que, durante o atual governo, foi levada internet para 8,5 milhões de pessoas que até então não dispunham desse tipo de serviço.

“Internet é inclusão social e possibilita renda [para as pessoas]. Através do 5G [quinta geração de internet] vamos conectar os 40 milhões de brasileiros para os quais falta acesso. O Brasil tem 140 mil escolas. Destas, 48 mil vão receber internet 5G. Das escolas rurais, que são 50 mil, dez mil já receberam pontos de internet. Só restam, no Brasil, 13,5 mil escolas sem internet nas zonas rurais. Em nove meses não haverá nenhuma escola rural sem internet”, garantiu o ministro.

Ouça na Radioagência Nacional:

Edição: Kleber Sampaio

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