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:: ‘Mata Atlântica’

Apenas 7% dos rios da Mata Atlântica apresentam água de boa qualidade

Dados são divulgados no Dia Mundial da Água, comemorado hoje

Publicado em 22/03/2022 – 08:32 Por Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil – São Paulo

Foto: Mario Oliveira/MTUR

Levantamento da organização não governamental (ONG) SOS Mata Atlântica revelou que somente 6,8% dos rios da Mata Atlântica do país apresentam água de boa qualidade. A pesquisa não identificou corpos d’água com qualidade ótima. Mais de 20% dos pontos de rios analisados apresentam qualidade de água ruim ou péssima, ou seja, sem condições para usos na agricultura, na indústria ou para abastecimento humano, enquanto em 72,6% dos casos as amostras podem ser consideradas regulares.

Os dados constam da nova edição da pesquisa O Retrato da Qualidade da Água nas Bacias Hidrográficas da Mata Atlântica, realizada pelo programa Observando os Rios da SOS Mata Atlântica. A entidade avalia que o Brasil ainda está distante de atingir o ideal de água em quantidade e qualidade para os diversos usos. O levantamento é divulgado no Dia Mundial da Água, comemorado nesta terça-feira (22).

“Os resultados de 2021 nos mostram que a gente continua numa situação de alerta em relação à água, aos nossos rios, já que menos da metade da população brasileira tem acesso ao serviço de esgotamento sanitário. E os rios vão nos contar o que está acontecendo”, disse o coordenador do programa Observando os Rios, Gustavo Veronesi.

Ele explicou que o retrato da qualidade da a?gua nas bacias da Mata Atlântica é um alerta para a condição ambiental da maioria dos rios nos estados do bioma. A inadequação da água para usos múltiplos e essenciais pode ser, segundo a entidade, consequência de fatores como a poluição, a degradação dos solos e das matas nativas, além das precárias condições de saneamento. 

Veronesi acrescentou que as populações mais pobres são as mais afetadas pelas deficiências de estrutura de atendimento ao fundamental, que são água, esgotamento sanitário, manejo de resíduos e manejo de águas de chuva, pilares do saneamento básico.

Os indicadores foram obtidos entre janeiro e dezembro de 2021 por 106 grupos voluntários de monitoramento da qualidade da água. Foram realizadas 615 análises em 146 pontos de coleta de 90 rios e corpos d’a?gua de 65 municípios em 16 estados do bioma Mata Atlântica. Esses estados são Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

De acordo com a SOS Mata Atlântica, houve pouca alteração em relação aos resultados do período anterior de monitoramento, no ano passado, com alguns casos localizados. As análises comparativas dos anos de 2020 e 2021 consideram os indicadores aferidos em 116 pontos fixos de monitoramento. Em 2021, foram nove pontos com qualidade boa (em 2020 eram 12); 84 com qualidade regular (80 em 2020); 22, ruins (21 no ano anterior) e apenas uma péssima, enquanto em 2020 foram três.

Sobre o fato de não haver grandes avanços de um ano para outro, Veronesi ressaltou que o processo de recuperação é muito mais lento que a ocorrência da poluição. “Um serviço de saneamento é muito demorado para dar resultado, vide o projeto de despoluição do Rio Tietê, são 30 anos para a gente conseguir aferir melhoras em alguns pontos, em alguns rios das bacias do Alto e Médio Tietê”.

“Sujar um rio é questão de segundos, é fácil. Agora limpar, despoluir, é muito mais demorado, porque depende do tempo de a natureza também se autodepurar e a gente parar também, a nossa natureza humana parar de sujar. O rio não é sujo, quem suja somos nós. Somos os responsáveis pela sujeira e também pela limpeza, então é um esforço de toda a sociedade e, óbvio, o poder público tem papel central”.

Como exemplo positivo, a entidade destacou o Lago do Ibirapuera, localizado na capital paulista, onde a água passou de regular para boa, com relatos de aparecimento de peixes em sua foz. Outra evolução ocorreu no Tietê, em Santana do Parnaíba, saída da Grande São Paulo, que sempre recebeu muita carga de esgoto e lixo da região metropolitana e sempre vinha com qualidade péssima ou ruim ao longo do tempo. No entanto, este ano melhorou para qualidade regular, o que significa, segundo Veronesi, que as obras de saneamento estão fazendo efeito.

Por outro lado, uma situação que chamou a atenção da entidade foi a piora na qualidade dos rios em Mato Grosso do Sul, na região de Bonito. “Quando a gente fala dessa localidade, as pessoas logo pensam nas águas cristalinas que existem lá, principalmente o Rio Bonito. Houve piora em todos os pontos de monitoramento daquele estado. Os quatro pontos em que a gente podia fazer comparação em relação ao período anterior tiveram piora na média da qualidade.”

Segundo ele, este resultado mostra que a qualidade da água pode ser relacionada ao desmatamento, “porque também o Atlas da Mata Atlântica vem notando que essa é uma região que sofre bastante com desmatamento ilegal – isso vem acontecendo – e, quando você muda, tira a floresta, que é um filtro para a água e muda o uso do solo, isso causa impacto. O rio nos conta tudo, nos diz o que está acontecendo em uma bacia hidrográfica”, disse.

Para Veronesi, uma das soluções passa por conter o desmatamento ilegal. “Isso é uma questão que deveria ser de primeira ordem, de primeira necessidade, até por questões de emergência climática, e a Mata Atlântica é um dos biomas mais importantes para a gente conter o aquecimento global”, disse. Ele citou a necessidade de políticas públicas mais efetivas relacionadas ao reflorestamento, à preservação das áreas de proteção permanente e à restrição do uso de agrotóxicos.

Saiba maisDia da Água: especialista fala da importância de proteger este recurso

Clique aqui e confira também as notícias da Radioagência Nacional.

Edição: Graça Adjuto

Série original Nossos Biomas estreia na TV Brasil neste domingo

Produção do canal público sobrevoa conjunto de ecossistemas nacionais

Publicado em 30/01/2022 – 07:17 Por EBC – Brasília

Floradas de ipês-amarelos florescem em Brasília. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

As belezas naturais do país encontradas em regiões de Mata Atlântica, Pampa, Pantanal, Caatinga, Amazônia e Cerrado são apresentadas na série documental Nossos Biomas, atração inédita que a TV Brasil exibe a partir deste domingo (30), às 19h. A obra tem seis edições sobre a fauna e a flora do país.

Com imagens aéreas de tirar o fôlego que revelam paisagens paradisíacas, o programa sobrevoa, adentra e mergulha na biodiversidade brasileira. A série é uma produção original da própria da emissora pública em parceria com o Ministério do Meio Ambiente. O episódio de estreia destaca a Mata Atlântica.

As edições do seriado são dedicadas a biomas típicos do país. Cada documentário salienta um conjunto de ecossistemas que apresentam características em comum. Os biomas combinam espécies da vida vegetal e animal que vivem ao ar livre em condições semelhantes.

Os seres vivos dos diferentes biomas brasileiros podem ser identificados pela proximidade regional de seus habitats. Essa familiaridade considera aspectos geológicos e climáticos que influenciam os processos de formação da determinada paisagem.

A obra leva o telespectador em jornadas incríveis para se contemplar espécies que só aparecem em um certo ecossistema. A proposta é acompanhar a revoada de aves silvestres, admirar a vegetação endêmica e ouvir o som da água corrente de cachoeiras. No ar, na terra e no mar, a câmera da TV Brasil acompanha o movimento dos animais na vida selvagem.

Além da abundância de recursos minerais e espécies da fana e da flora presentes no território nacional, os biomas do Brasil ainda representam ambientes de importância riqueza natural para o planeta. Mesmo com a fartura de diversidade, as comunidades biológicas do país compartilham uma coincidência de fatores em prol da sua regularidade em cada região específica da sua biota.

Riqueza da Mata Atlântica

No primeiro programa, a série Nossos Biomas mostra o visual impressionante da Mata Atlântica. A produção realizada pela equipe da TV Brasil indica aspectos relevantes da faixa litorânea que conta com vastos recursos hídricos responsáveis por abastecer elevando percentual da população do país.

A floresta situada nessa região do território acompanhou o surgimento dos povos originários, acolheu os viajantes e serviu de berço à nação. Ainda hoje, esse espaço é de extrema importância para a maioria dos brasileiros – e não só por questões econômicas.

O seriado destaca toda a imponência da floresta mais antiga da América do Sul. Área verde ancestral, a Mata Atlântica foi formada há milhões de anos, após a extinção dos dinossauros, a partir de uma combinação singular de fatores, que rendeu características não encontradas em nenhum outro lugar do mundo. Século após século, a natureza estendeu raízes por amplas áreas cobertas de verde.

Com um ambiente natural tão antigo e variado, a região litorânea reúne segredos da origem da floresta Amazônica.  A produção do canal público revela o que a Mata Atlântica e a Amazônia têm em comum, a se considerar bem mais do que apenas a coincidência de espécies.

Equilíbrio e conservação ambiental

Floresta diversa, com fauna variada e particular, a Mata Atlântica preserva mais de duas mil espécies animais, muitas das quais só existem aqui. São centenas de aves, anfíbios, répteis, mamíferos e peixes, além de milhares de insetos que auxiliam na polinização das plantas.

O leito de verde intenso e águas abundantes irriga o solo a hidrata seres que vivem graças a esses mananciais. De solos relativamente pobres, surgiu uma vasta e impressionante flora, integrada de tal modo ao ambiente que cria seu próprio adubo para fertilizar a terra. Trata-se da serapilheira, uma camada de folhas e frutos caídos que sofre a ação de bactérias e fungos, sendo decomposta.

Essa manta permite o nascimento de uma floresta diversa e que assume diferentes fisionomias: mais alta e densa próximo ao litoral, mais espaçada e baixa à medida que avança para o interior, rasteira e arbustiva nos altos das montanhas.

O equilíbrio entre espécies animais e vegetais e o solo funcionam como um regulador do clima, além de manter e proteger os mananciais de água. É o trabalho paciente e incessante que a mata realiza, e do qual todos são beneficiados. Cada espécie integra a lógica da natureza, enquanto retiram da terra o que precisam para viver, também cumprem sua parte para garantir que ela sobreviva.

Se no passado, alterar o ambiente ao redor era o objetivo da humanidade, hoje, a intenção é outra: aliar o desenvolvimento econômico e a preservação da natureza. Para isso, diversas experiências têm sendo desenvolvidas desde a época imperial.

Naqueles tempos, uma larga porção de terra em plena cidade do Rio de Janeiro foi desapropriada pela Coroa para dar origem ao primeiro projeto de reflorestamento da Mata Atlântica: a Floresta da Tijuca. De lá pra cá, um sem número de iniciativas buscam tornar eterna a mata ancestral.

#VemVer

A programação de verão da TV Brasil traz novidades para a grade da emissora. Clássico da teledramaturgia, a novela A Escrava Isaura (2004) está em cartaz em um novo horário na faixa nobre, mais cedo, às 20h.

Além do folhetim, o canal apresenta atrações inéditas para públicos de todas as idades. A garotada vai se divertir com o programa de receitas divertidas Tem Criança na Cozinha e as séries infantojuvenis Bugados e D.P.A. – Detetives do Prédio Azul.

Destaques também para produções de dramaturgia como os filmes da coleção da trupe de humoristas Os Trapalhões, a histórica série brasileira Águias de Fogo e o clássico internacional Guerra e Paz. Outra atração é o musical e culinário Canto e Sabor do Brasil. Confira essas e outras atrações na TV, tablet ou celular sintonizados na TV Brasil.

Ao vivo e on demand

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize!

Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo endereço play.ebc.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV.

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Pedro Guimarães visita indígenas e projetos que a Caixa apoia na Bahia

121ª VISITA BRASIL AFORA

Ele visitou clientes agro e projetos como Pomares da Mata Atlântica

Guiado por um índio pataxó, Pedro Guimarães sobe o Monte Pascoal, na 121ª visita, batizada de “Caixa Mais Brasil”.

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, cumpriu neste fim de semana sua 121ª visita semanal a localidades em todo o País, com uma programação no Sul da Bahia, que incluiu uma visita à comunidade indígena Pé do Monte, em Porto Seguro (BA).

Ele esteve com indígenas da etnia Pataxó em torno do Monte Pascoal, que atua promovendo o etnoturismo na região, e até o escalou, na companhia da equipe que o acompanhava.

O grupo visitou o projeto Pomares da Mata Atlântica, em Teixeira de Freitas (BA), que promove a recomposição da biodiversidade brasileira por meio do plantio de espécies frutíferas nativas da Mata Atlântica.

O projeto é um dos 8 selecionados para receber recursos do Fundo Socioambiental Caixa por meio do Programa Caixa Florestas, que recebem, neste fim de semana, executivos do banco para inspeção, reuniões, oficinas, visitas às nascentes e diálogo com as comunidades locais.

Ao todo, os oito projetos receberão R$60 milhões para, dentre outras iniciativas, preservar 2,2 mil nascentes e plantar de 3,7 milhões de árvores.

Visita a Prime Seafood

Pedro Guimarães fez questão visitar também a indústria Prime Seafood, cliente agro da Caixa no município de Alcobaça (BA).

Essa empresa atua no mercado de pescados, inclusive em parceria com pescadores artesanais, realizando especialmente o beneficiamento de peixes e lagostas para exportação.

A Caixa tem se despontado no segmento do agronegócio, com foco no pequeno e médio produtor e na agricultura familiar. E, pela primeira vez, entrou no Plano Safra.

O presidente da Caixa (à direita) visita o processo produtivo da Prime Seafood, no Sul da Bahia.

Programa prevê plantio de palmeira-juçara na Mata Atlântica

Objetivo é conservação ambiental e uma cadeia de produção sustentável

Publicado em 25/04/2021 – 13:51 Por Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil* – São Paulo

Comunidades tradicionais e agricultores familiares que cultivam palmeira-juçara podem se cadastrar em programa da Fundação Florestal que vai comprar 28 toneladas de sementes da espécie. A entidade visa ao repovoamento da palmeira em regiões de Mata Atlântica, além de oferecer alternativa de trabalho sustentável às comunidades. A palmeira-juçara, da qual é extraído o palmito tipo juçara, está ameaçada de extinção.

Planta nativa da Mata Atlântica brasileira, a palmeira-juçara faz parte da cadeia alimentar para diversas espécies da fauna silvestre. Aves como tucanos, jacutingas, jacus, sabiás e arapongas são os principais responsáveis pela dispersão das sementes, e mamíferos como cotias, antas, catetos e esquilos se beneficiam das suas sementes e frutos. Em decorrência de exploração descontrolada para a retirada do palmito, a palmeira tornou-se restrita a poucas Unidades de Conservação e áreas protegidas particulares.

O diretor-executivo da Fundação Florestal, Rodrigo Levkovicz, explicou que o papel da palmeira-juçara. “Na Mata Atlântica ela é responsável pela alimentação de 68 tipos de animais diferentes, e ela frutifica numa época em que a floresta é escassa, o que reforça a importância da palmeira. Ela foi muito explorada por palmiteiros, pessoas que, na verdade, não tinham outra opção de vida”.

Ele destacou que os palmiteiros, em geral, são pessoas que não tinham outra opção de trabalho e viam na floresta o sustento. “O paradigma que estamos querendo mudar é dar valor à palmeira em pé, tirar essas pessoas que hoje vivem numa situação muito degradante do corte ilegal do palmito e começar a incentivá-las a cultivarem a palmeira e fazerem ela ganhar valor em pé”, disse.

Além da questão ambiental, o Programa Juçara procura apoiar as comunidades tradicionais por meio do estímulo a uma produção que propicie uma existência digna e a preservação de seus modos de vida. O chamamento público vai ajudar a identificar fornecedores de sementes de palmeira-juçara dentre as mais de 30 comunidades localizadas no Vale do Ribeira, no estado de São Paulo, e no entorno da Serra do Mar.

A compra de sementes é uma parte do programa que foi idealizado para no mínimo 10 anos, com metas para cada ano. Depois da compra de sementes, a fundação pretende fazer o plantio, oferecer educação ambiental sobre o cultivo da palmeira-juçara, além de incentivar a autonomia das comunidades e pequenos agricultores para o desenvolvimento de uma cadeia de produção sustentável.

“Temos a confiança de que as palmeiras estarão plantadas, as pessoas vão poder cortar algumas palmeiras para fazer o palmito e vamos ter estabelecido um ciclo virtuoso e deixado uma cadeia sustentável, tirando essas pessoas – que são os palmiteiros – de condições degradantes para serem produtores do juçara e das suas milhões de capacidades, desde o suco, o pão, a cerveja e do próprio palmito. É um projeto bem abrangente”, disse Levkovicz.

Ele conta que essa é uma cadeia que não está formatada ainda, mas que as comunidades e pequenos agricultores que plantam a palmeira-juçara são conscientes quanto à preservação. “Tem aquelas pessoas e comunidades que botam no seu quintal para os animais e isso é muito bonito, visitamos várias comunidades e eles falam ‘mas não pode vender tudo, tem que deixar um cacho [de sementes] para a natureza’.”

Levkovicz acrescenta que o papel da fundação é dar um impulso econômico e ajudar a construir uma cadeia sustentável para que todo mundo saia ganhando.“Temos muita certeza de que, dando incentivo adequado, essas pessoas vão ser nossas aliadas na conservação da biodiversidade”, finalizou.

Palmeira Juçara. – Fundação Florestal/Governo de SP

Tradição

O agricultor familiar Vandir Rodrigues da Silva, que completou 70 anos no último domingo (18) e vive em uma comunidade tradicional no sul do estado de São Paulo, planta a palmeira-juçara na sua propriedade, entre outros alimentos. Nascido e criado no Quilombo de Ivaporunduva, no município de Eldorado, ele mora com a companheira e com um de seus filhos. Desde criança, com o pai, trabalha na agricultura e, hoje, fala com orgulho de sua produção.

Ele conta que planta de tudo um pouco: arroz, feijão, milho, mandioca, palmito pupunha, mas o forte mesmo é a banana. Antes da pandemia, as atividades de turismo também ajudavam a complementar a renda, mas agora, sem receber visitantes por causa da pandemia, é a produção de banana que tem sido a principal fonte de recursos. Ainda assim, como as vendas também andam meio paradas, o jeito é apostar nos alimentos que produz em sua propriedade.

Apesar de cultivar, a família de Vandir não faz o manejo da palmeira e não tem interesse no corte para extração de palmito. Mesmo assim, eles sabem que, para retirar uma quantidade de palmeiras, precisa deixar outras: “se fosse para cortar, cada 50 matrizes, cortava 20, deixava 30, isso serve para fazer o manejo de corte, mas a gente não tem interesse em fazer corte no palmito nosso aqui, não”, diz Vandir.

“Aqui a gente já vem aprendendo com os mais velhos desde criança. Os nossos mais velhos não tinham nada de legislação, não existia nada de lei, mas eles já sabiam que, pra usar as coisas da natureza, a gente tem que usar um pouco e deixar um pouco. Isso já vem desde a criação dos mais novos. Nossos mais velhos não sabiam nada, nem ler nem escrever, não tinha escola aqui, mas eles já sabiam como é que fazia com a natureza: ói, se tira um, deixa dois, porque esses dois podem produzir depois. Assim é no palmito, assim é no fazer a roça”, contou Vandir sobre o aprendizado das plantações. Ele acrescentou que as leis vieram depois e ajudaram nessa conservação ambiental.

O produtor conta que, nos anos de 1970 e 1980, houve uma grande invasão de corte de palmito em todo o Vale do Ribeira. Com isso, a palmeira, antes abundante, foi se extinguindo. Foi aí que surgiu a ideia de plantar a palmeira-juçara em sua propriedade. Com o edital da Fundação Florestal, eles esperam poder vender as sementes, mantendo o plano da família de não cortar a palmeira para extração do palmito.

“Aqui a gente planta a palmeira-juçara mais é pra recuperar, porque ela entrou em [risco de] extinção e até hoje não conseguiu sair porque tem muito pouco. Então a gente tem uma área aqui só com palmito que é pra gente ter uma amostra porque no mato mesmo já não está tendo mais, só tem mais nas áreas das casas. Aqui, a gente recuperou aqui uma área de uns 30 hectares só de palmito”, contou Vandir.

O agricultor ainda não tem a papelada pronta, necessária para participar do edital, mas conta com o auxílio de uma associação local para conseguir regularizar sua situação. O edital fica aberto até as 16h do dia 28 de abril. Podem se cadastrar associações, cooperativas de pequenos agricultores e pessoas físicas com origem em grupos de agricultores familiares assentados, quilombolas e demais comunidades tradicionais. O valor a ser pago pela Fundação Florestal aos produtores selecionados equivale a R$ 7,52 por quilo.

Assista na TV Brasil:

*Com Thiago Padovan e Vanessa Casalino, da TV Brasil

Edição: Aline Leal

Mais de 25 mil espécies da flora só existem no Brasil, mostra estudo

Dados são de pesquisa coordenada pelo Jardim Botânico do Rio

Publicado em 23/02/2021 – 05:40 Por Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

Recuperação mata atlântica/ fauna/ flora

Mais de 25 mil espécies de plantas, algas e fungos nativos do Brasil são endêmicas, ou seja, só existem naturalmente no país. Isso representa 55% do total das espécies nativas brasileiras, que chegam a 46,9 mil. Os dados são do estudo Flora do Brasil 2020, coordenado pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

De acordo com a pesquisa, a Mata Atlântica é o bioma onde existem mais espécies (17.150 ou 36,5% da flora brasileira), seguida pela Amazônia (13.056 ou 27,8% das espécies) e o Cerrado (12.829 ou 27,3%). Com menos biodiversidade, aparecem a Caatinga, com 4.963 espécies (10%), o Pampa, com 2.817 (6%) e o Pantanal, com 1.682 (3,6%).

Entre as espécies, 32.696 são angiospermas (plantas vasculares que têm frutos, como as palmeiras), 23 são gimnospermans (plantas vasculares que não têm frutos, como os pinheiros), 1.584 são briófitas (ou seja, musgos), 1.380 são samambaias, 6.320 são fungos e 4.972 são algas.

Além das 46,9 mil espécies nativas, ainda foram identificadas 680 espécies exóticas que foram naturalizadas (ou seja, que hoje se espalham naturalmente pelo país) e 2.336 plantas exóticas que são cultivadas.

O estudo é resultado de um compromisso do país com a Estratégia Global para a Preservação de Plantas (GSPC), da Organização das Nações Unidas (ONU), e foi produzido com a ajuda de quase mil cientistas de 25 países. Além da lista com as espécies, o estudo traz a descrição delas, sinônimos, sua condição de endemismo, os biomas, tipos de vegetação e estados onde podem ser encontradas.

Os dados são abertos ao público e estão disponíveis na internet. Segundo a coordenadora do estudo, Rafaela Campostrini Forzza, a plataforma é uma fonte de informação não apenas para botânicos, como também pode auxiliar no planejamento governamental e em estudos de impacto ambiental.

“Uma das coisas que os tomadores de decisão perguntam é: quantas espécies existem no meu estado? Ou quantas espécies tem no bioma? Para você fazer um plano de conservação para o bioma, é importante saber quantas espécies existem, quantas só ocorrem ali. Essas áreas são prioritárias para se criar unidades de conservação?”, pergunta Rafaela.

Segundo a pesquisadora, nos últimos cinco anos, foi descrita uma média de uma espécie por dia no Brasil. Isso mostra que ainda há muitas espécies para serem descobertas ou descritas no país.

Edição: Graça Adjuto

PATATI PATATÁ, FALOU MUITO E NÃO DISSE NADA. ===>>> 24/03/2012

O blog Esperança Conduru, escreveu que o Governo da Alemanha mandou dindin para uma ONG brasileira mas não disse o nome.

Isso me lembra da história de um Banco Alemão que mandou também dindin para uma ONG, e o diretor construiu uma torre para observação de pássaros, ou seja nada de conservação para o Conduru ou coisa que seja.

Clique aqui. Nesses filmes ambientalistas vai ser difícil encontrar alguém para fazer papel de bandido, só tem artista.

Torre para observação de pássaros – Google

SUCESSO NO MUTIRÃO DO PLANTIO NO LOTEAMENTO JARDIM ATLANTICO!

É com muita satisfação que vimos comunicar que o plantio de mudas realizado no sábado (dia 07/04) foi um sucesso.

Contamos com a presença de moradores e voluntários, uniformizados com a blusa do movimento “Área Verde Sim”

Foram plantadas madeiras de Lei, nativas da Mata Atlântica como: Pau Brasil, Jacarandá, Ipê, Jatobá e outras.

Contamos com o apoio dos atletas que estavam realizando um torneio de futevôlei e contamos também com a presença da TV Santa Cruz, que fez a cobertura do evento e constatou que a praça, além de ser uma Área Verde do Loteamento, também constatou ser um espaço recreativo para a prática de esporte, não sendo cabida a construção do novo fórum naquele local.

Flagrantes do mutirão.

 

 

UFSB – DESMATAMENTO DENTRO DA CEPLAC

Mata Atlântica, terreno nobre, tipo CEPEC

AS VÁRIAS FACES DE UMA MESMA MOEDA.

 O Ministério Público do Meio Ambiente, as ONGs ambientalistas, os próprios Ambientalistas, a Sociedade dita Organizada, as autoridades ditas competentes para o assunto, só se preocupam com o Litoral Norte de Ilhéus. 

O Litoral Sul, vira uma terra de ninguém!

NOTÍCIAS DE POLICIA

CIPPA/Porto Seguro impende implantação de loteamento clandestino em Ilhéus

CIPPA/Porto Seguro impende implantação de loteamento clandestino em Ilhéus

CIPPA/PORTO SEGURO IMPENDE IMPLANTAÇÃO DE LOTEAMENTO CLANDESTINO EM ILHÉUS

Uma ligação anônima recebida pelo 2º Pelotão da CIPPA/Porto Seguro, na última segunda-feira, 24, desencadeou a operação, que culminou na apreensão de duas pás escavadeiras, uma caçamba, além da condução para a 7ª Coorpin/Ilhéus do responsável pelo maquinário.

O crime ambiental ocorria nas proximidades do Km 10 da Rodovia Ilhéus-Olivença, próximo ao Clube Baneb. As máquinas realizavam o aterro de uma área brejosa de restinga, que abriga nascentes e um curso d’água. Para tanto, utilizavam minério (terra) de um morro próximo, cometendo outro crime.

A atividade não possuía licença ambiental e tinha como finalidade a implantação de um loteamento. A guarnição da CIPPA procedeu com o embargo das operações, sendo o maquinário apreendido, ficando sob a responsabilidade dos infrator, para posteriores providências.

O Ten PM Fábio Nilo, Comandante do 2º Pelotão CIPPA/Ilhéus informou que “as áreas brejosas são definidas como área de preservação permanente (APP) conforme o Art. 3ª, XVI da Lei 12.651/2012 (Código Florestal) e sua supressão ou destruição é proibida”.

O Comandante da Polícia Militar Ambiental Major PM Ronivaldo Pontes, destacou “que foram afetadas duas APPs uma encosta e uma área brejosa. Além do Código Florestal e da Lei de Crimes Ambientais, também a Lei nº 11.528/2006 (Lei da Mata Atlântica) foi ferida, uma vez que a restinga possui proteção especial”. O Comandante ainda enfatizou que atividades lesivas ao meio ambiente e principalmente as não licenciadas serão fortemente autuadas pela CIPPA, “Ilhéus é uma terra linda, a CIPPA não permitirá a sua degradação das suas belas paisagens”.

CIPPA/Porto Seguro impende implantação de loteamento clandestino em Ilhéus

CIPPA/PORTO SEGURO IMPENDE IMPLANTAÇÃO DE LOTEAMENTO CLANDESTINO EM ILHÉUS

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Ed.:Messias Filho

Messias Filho ·

Faculdade Padre Anchieta de Jundiaí

O crime ambiental ocorria nas proximidades do Km 10 da Rodovia Ilhéus-Olivença, próximo ao Clube Baneb. As máquinas realizavam o aterro de uma área brejosa de restinga, que abriga nascentes e um curso d’água.

Curtir · Responder · 25 de agosto de 2015 21:09

AUDIÊNCIA PÚBLICA PORTO SUL EM URUÇUCA E ITACARÉ – ÓTIMO PARA RESOLVER ESTA TRAQUINAGEM. (O MPF abandonou esta denúncia?_

PORTO SUL: TRF DETERMINA AUDIÊNCIAS PÚBLICAS EM ITACARÉ E URUÇUCA

MPF COBRA DO INCRA EXPLICAÇÕES SOBRE IRREGULARIDADES EM ITACARÉ

29/jul/2011 . 18:37 | Autor: Seu Pimenta

Sublotes de terras reservados para a reforma agrária mas situados em áreas valorizadas estão sendo explorados irregularmente nos municípios sulbaianos de Itacaré e Uruçuca, segundo constatação feita pelo Ministério Público Federal em Ilhéus (MPF). Os sublotes em sua maioria à beira-mar, na Costa do Cacau, e estariam servindo à especulação imobiliária. A MPF cobrou solução por parte do Incra, que nada sinaliza dois anos depois.

Dois inquéritos civis públicos foram abertos para investigar as irregularidades e a procuradora-geral da República, Flávia Arruti, afirma ter cobrado do Incra informações precisas sobre quem ocupa os 600 sublotes de terras na região de Jeribucaçu (Itacaré) e Tijuípe (Uruçuca).

O caso deverá ser levado à Polícia Federal, onde será aberto inquérito policial. O assentamento Tijuípe, em Uruçuca, deveria ter 40 famílias, mas apenas duas exploram as terras, gerando indícios de comercialização irregular de terra. A área tem 1.189 hectares à beira-mar. Onde deveria haver produção agrícola, existem casas de alto padrão.

Desde o início da semana, o Incra está sob fogo intenso devido às denúncias de venda irregulares de terra em regiões do Brasil. São grandes os indícios de comercialização irregular também na Costa do Cacau.

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