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:: 1/jun/2017 . 20:13

A estratégia da hipocrisia

Quatro socialistas nos funerais do socialismo

Derrubamento de estátuas de Lenine em vários países, símbolo do naufrágio das esquerdas

  Nelson Ribeiro Fragelli

    No artigo A mudança que desorientou a esquerda, publicado no “Corriere della Sera” (9-12-14), Paolo Franchi resume o livroRetomemos vida, de Alfredo Reichlin, lançado naquele momento. Este título bem mostra que Reichlin, ex-dirigente do Partido Comunista Italiano, julgava seus ideais sem vida, se não extintos por perempção.

Nos anos do pós-guerra, os comunistas continuavam a tocar seu realejo: combate ao capital e às desigualdades, à pobreza e às injustiças sociais. Hipocrisia, pois naquele momento a URSS (União das Repúblicas Socialista Soviéticas) constituía o modelo de sociedade socialista. E nela o nivelamento era obtido pela miséria, dando os Gulags testemunho de perversas injustiças.

Os países não-comunistas notavam essa hipocrisia e recusavam o comunismo. A palavra “esquerda” já nos anos 70 tinha perdido seu sentido. Ninguém deseja a pobreza. O socialismo já não inovava nem tinha proposições atraentes. Os partidos socialistas procuravam sobretudo um meio termo enganoso entre o comunismo totalitário e a economia de livre mercado. O socialismo não foi capaz de apresentar uma “ideia de sociedade”. Em outras palavras, além do velho coletivismo alienante, nenhum outro conceito lhe ocorria.

         Extinto o socialismo? O semanário francês “Valeurs Actuelles” (4-5-17) cita Manuel Vals, primeiro-ministro do governo socialista de François Hollande: “A esquerda militante que conhecemos não existe mais. É o fim de um ciclo, é o fim de uma história. Vira-se uma página, será necessário escrever outra”. Vals é insuspeito para afirmar esta verdade, há décadas escondida.

         Entrevistado por “Le Monde” (20-5-17), o historiador Marc Lazar, especialista das esquerdas, estende o pensamento de Manuel Vals. Segundo ele, a crise é perigosa, pois o Partido Socialista é incapaz de governar sem se dividir. Por que o PS se divide, apesar de ter conquistado o poder? Porque todo governante deve saber promover a produção e o bem-estar. Ora, o PS sabe que suas doutrinas levam invariavelmente à pobreza. Mas seus militantes querem aplicá-las, desejam maior intervenção estatal e a progressiva extinção da propriedade privada. Donde a cisão interna.

O governo socialista se põe assim a caminhar por vereda indecorosa, serpenteando entre o crescente controle estatal e a livre iniciativa. Assim, em 1946, ele renunciou à revolução marxista e lançou o falacioso slogan “socialismo humanista”, tentado lavar a face diante da inumana ditadura do proletariado. Mais tarde, livrando sua canoa furada do peso marxista, seus “teóricos” decidem se reconciliar com certa forma de liberalismo econômico e lançam outro slogan: a “terceira força”. O papel do Estado seria suavizado e se atribuiria maior responsabilidade ao indivíduo. Era uma linguagem de um embaraço pudico a fim de não escandalizar os radicais do Partido. Comovente hipocrisia. Mas não convenceu. Pois o PS e toda a esquerda europeia se encontram em situação gravíssima — conclui o Prof. Lazar. O pensamento do PS é fraco, e sua elaboração intelectual nula. Seus “teóricos” não se animam a teorizar. Com suas anteriores teorias gradativamente rejeitadas, hoje eles agonizam.

         “A lucidez de um vencido” é outro artigo de “Le Monde” (23-12-16). Versa sobre o historiador Enzo Traverso, nascido numa família italiana “católico-comunista” em 1957 e hoje professor nos Estados Unidos. Em seu livro Melancolia da esquerda, Enzo analisa o fracasso das passadas proposições da esquerda e sua falta de pensamento. Foi com a queda do Muro de Berlim que ele se convenceu da enorme derrota do socialismo. O PCI (Partido Comunista Italiano) desapareceu de uma hora para outra e sua cultura foi evacuada sem nenhum balanço crítico. Desde então existe na Itália, como em toda parte, uma paralisia. E se vemos tentativas de retomar certas ações, tudo se passa num contexto de eclipse das utopias. Segundo Traverso, resta aos socialistas “tirar novas forças e nova lucidez de cada derrota”. Mais fácil seria procurar icebergs no Saara.     

          ( * ) Nelson Ribeiro Fragelli é jornalista e colaborador da ABIM

O VENENO DA NOITE!

Um Prefeito não pode fazer lambanças sozinho.

Precisa da colaboração de vereadores… 

A PREFEITURA DE ILHÉUS É UMA PREFEITURA TOTALFLEX?

Pelo que vemos na mídia, sim.

Vários setores estão criando os seus próprios horários de trabalho e de atendimento ao público, seu patrão.

Então, que o cidadão-contribuinte-eleitor se lasque, um desrespeito…

Esse é um dos exemplos da PERMISSIVIDADE!

APROVADA A VAQUEJA NO BRASIL!

Presidente da Comissão de Agricultura da ALBA afirma que aprovação da PEC da Vaquejada é uma vitória justa

Foto: Assessoria do Deputado Eduardo Salles

O presidente da Comissão de Agricultura da ALBA (Assembleia Legislativa da Bahia) e autor da Lei 13.454/15 que regulamenta as vaquejadas e cavalgadas na Bahia, deputado estadual Eduardo Salles, comemorou a decisão do plenário da Câmara dos Deputados, que na noite desta quarta-feira (31), aprovou, em segundo turno, a PEC 304/17 (Proposta de Emenda à Constituição) que permite a realização das vaquejadas no Brasil.

A PEC foi aprovada, em definitivo, com 373 votos favoráveis, apenas 50 contrários e seis abstenções. Agora, a proposta será encaminhada para promulgação pela Mesa do Congresso Nacional. De acordo com a assessoria do deputado federal Paulo Azi, relator da PEC, a previsão é que seja convocada uma sessão solene para promulgação de Emenda Constitucional, já na próxima semana, com representantes das Mesas do Senado e da Câmara para que a Emenda seja declarada promulgada.

Para Eduardo Salles, a votação representa a garantia dos milhares de empregos gerados pelo setor e o respeito às tradições do homem do campo. “Desde o primeiro momento abracei esta luta, primeiro por conhecer a nossa tradição e cultura e entender que  existem milhares de famílias que, hoje, retiram seu sustento de atividades ligadas às vaquejadas, cavalgadas, rodeios, entre outros. É uma vitória do respeito às nossas raízes”, ressalta o parlamentar.

“Agora, os organizadores terão tranquilidade para realizar seus eventos, pois estarão respaldados pela Constituição. Encerramos uma fase de insegurança jurídica e temor de possíveis proibições”, acrescenta.

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MAIS DE 200 CONCESSÕES DE TÁXI PODEM SER CASSADAS EM ILHÉUS

MAIS DE 200 CONCESSÕES DE TÁXI PODEM SER CASSADAS EM ILHÉUS

Caçada judicial pode levar taxistas a uma guerra interna pra não perder seus alvarás.

Caso a justiça siga tomando por base a lei nº 63/2010 para decidir questões relativas aos alvarás de táxi em Ilhéus terá de determinar a suspensão de pelo menos mais 212 concessões.

É que, na última segunda, dia 30, a 1ª Vara da Fazenda Pública, atendendo a pedido do Sindicato dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários de Ilhéus, decidiu, em caráter provisório e baseada na lei, suspender as 24 licenças pra exploração desse serviço que foram dadas no último mês da gestão anterior.

O texto da lei foi criado pelo então presidente da câmara, Jailson Nascimento, que atualmente comanda o sindicato. No entanto, a matéria não foi sancionada pelo prefeito à época, Newton Lima. Mesmo assim, foi publicada no diário oficial do legislativo ilheense e usada para embasar o pedido de cassação dos alvarás.

Vigente ou não, a lei exige, no caput do artigo sexto, estudo de viabilidade econômica pra liberação de novos alvarás. Segundo o sindicato que pediu a suspensão, não houve levantamento nesse sentido.

No parágrafo primeiro do mesmo artigo, a lei é clara ao afirmar que “deverá ser considerado o parâmetro de um táxi para cada 950 habitantes do município, respeitando os dados fornecidos pelo IBGE”.

O último censo do IBGE, de 2010, indica que a população ilheense é de 184.236 habitantes. Dessa forma, só deveriam existir 194 táxis na cidade. Hoje, somando os 24 alvarás concedidos na gestão anterior, o número chega a 406.

E o cenário pode ficar pior. Como a população ilheense encolhe a cada ano, o IBGE estima que, em 2016, o município contava com 178.210 habitantes. Esse número, pela lei de Jailson Nascimento, permite só a existência de 187 táxis e, claro, diminuiria ano após ano.

A caçada judicial em que se meteu o sindicato comandado pelo ex-vereador Jailson Nascimento pode levar a categoria a uma guerra interna. Caso a justiça leve a cabo a lei, qual será o critério usado pra escolher os taxistas que vão perder suas licenças?

E A SAÚDE DE ILHÉUS, COMO VAI?

Fotos extraídas do WhatsApp, mostram a Policlínica Halil Medauar, no bairro da Conquista, já esbagaçada.

No bagaço…

 

O CONSTRANGIMENTO DA POPULAÇÃO!

Desde as primeiras horas da manhã, centenas de eleitores estão sujeitos às intempéries, em pé, sem dignidade, a espera de um recadastramento biométrico.

O Ginásio de Esportes ou o Estádio Mario Pessoa, talvez fossem soluções menos desgastantes, mais abrigadas.

Pensar e planejar deve ser muito exaustivo, penso eu…

Eleitor entregue ao próprio azar.

contador free


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