Tiago Santineli, humorista de 33 anos, foi levado à delegacia após um show sobre umbanda em Belo Horizonte, realizado no dia 21 de março de 2026. O evento, que teve ingressos esgotados, gerou polêmica e protestos de um grupo de cristãos que se manifestaram em frente ao teatro.
A Polícia Militar atribuiu a Santineli o início da discussão com os protestantes, que o acusaram de intolerância religiosa. Durante o protesto, uma mulher cristã o acusou de ofensas, levando à sua condução à delegacia. “Se a ideia era me calar, saiu pela culatra”, declarou Santineli, que também fez um vídeo humorístico ‘exorcizando’ os protestantes.
O protesto incluiu tentativas de colocar um crucifixo em Santineli à força, e ele foi ofendido com termos como “satanista”. A equipe de Santineli relatou que os manifestantes tentavam colocar terços na cabeça das pessoas e oraram para “tirar o demônio” de um casal gay que tentava acessar o teatro.
Além de Santineli, duas outras pessoas foram conduzidas pela polícia durante o incidente. O rapper Djonga prestou apoio ao humorista durante o registro da ocorrência. A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou que Santineli foi ouvido na madrugada do dia 22 de março e liberado após prestar depoimento.
O movimento contra o show foi estimulado por discursos de políticos da extrema direita de Minas Gerais, refletindo um clima de crescente intolerância religiosa no estado. Santineli, por sua vez, criticou os manifestantes, afirmando que eles “precisam arrumar emprego URGENTEMENTE”.
As reações ao incidente continuam a gerar debate nas redes sociais, com muitos defendendo a liberdade de expressão e a diversidade religiosa. Observadores esperam que o caso possa trazer à tona discussões mais amplas sobre a tolerância e o respeito às diferentes crenças no Brasil.




