O tenente coronel da Polícia Militar, Geraldo Leite Rosa Neto, foi preso em 18 de março de 2026, sob suspeita de ter assassinado sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana, um mês após a morte dela, ocorrida em 18 de fevereiro.
A prisão foi realizada pela Corregedoria da Polícia Militar com o apoio do 8º DP (Belenzinho). Geraldo foi encontrado em sua residência em São José dos Campos, onde o mandado de prisão foi cumprido.
Geraldo foi indiciado por feminicídio e fraude processual, após a investigação apontar inconsistências nas declarações dele sobre o relacionamento do casal. Laudos necroscópicos revelaram lesões contundentes no corpo de Gisele, o que contradiz a versão apresentada por Geraldo, que alegou que a morte foi um suicídio.
Além disso, a polícia identificou indícios de alteração do local do crime, o que levantou mais suspeitas sobre a versão do tenente coronel. Uma testemunha relatou ter ouvido um disparo às 7h28, enquanto Geraldo acionou a polícia às 7h57, levantando questões sobre a cronologia dos eventos.
A Justiça Militar decretou a prisão preventiva de Geraldo para garantir a ordem pública e a conveniência da instrução criminal. O Inquérito Policial Militar está tramitando em segredo de justiça, o que limita o acesso a informações detalhadas sobre o caso.
Após exames de corpo de delito, Geraldo deve ser levado ao Presídio Militar Romão Gomes. A morte de Gisele Alves Santana e as circunstâncias que a cercam continuam a ser objeto de intensa investigação.
Detalhes permanecem não confirmados, e a expectativa é de que novas informações surjam à medida que o inquérito avança.




