04.06.2026

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Selic: Redução da em meio à inflação alta

selic — BR news
O Copom confirmou a redução da Selic para 14,50% ao ano. Essa é a segunda queda consecutiva em um cenário de alta inflação.

O Copom confirmou a redução da Selic em meio a um cenário de alta inflação e endividamento crescente das famílias brasileiras. A Selic foi reduzida de 14,75% para 14,50% ao ano. Esta é a segunda queda consecutiva de 0,25 ponto percentual na taxa.

A Selic ficou em 15% de junho de 2025 a março de 2026, o maior nível em quase 20 anos. O Comitê de Política Monetária se reúne a cada 45 dias para decidir sobre a taxa Selic, que é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação.

A meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. A prévia da inflação oficial pelo IPCA-15 acelerou para 0,89% em abril de 2026. Isso indica uma pressão inflacionária contínua no mercado.

A situação das famílias brasileiras também é preocupante. O endividamento atingiu 80,4% das famílias em março de 2026. Juvandia Moreira, do Sindicato dos Trabalhadores, afirmou: “A redução de 0,25% é muito pouco”. Ela destacou que a Selic é referência para todo o sistema financeiro.

Walcir Previtale acrescentou: “Apesar dos registros recentes de recordes de renda per capita e de carteiras assinadas do país, a população segue perdendo grande parte dos seus rendimentos para os bancos”. A relação entre juros altos e endividamento continua sendo um desafio para os consumidores brasileiros.

As próximas reuniões do Copom serão cruciais para determinar se novas reduções na Selic ocorrerão. O mercado financeiro observa atentamente as decisões do Banco Central e suas implicações na economia.