No dia 11 de março de 2026, o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil contra Carlos Roberto Massa, conhecido como Ratinho, e o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) devido a comentários considerados transphóbicos feitos durante o Programa do Ratinho.
Durante a transmissão, Ratinho questionou a identidade de gênero da deputada Erika Hilton, afirmando: “Não achei muito justo, não. Com tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans? A Erika Hilton. Ela não é mulher, ela é trans.” Essas declarações geraram uma onda de críticas e levaram a uma representação formal por parte de Hilton ao MPF.
O MPF alega que os comentários de Ratinho constituem discurso de ódio contra a comunidade LGBTQIA+ e, por isso, demanda uma indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos. Além disso, a ação requer que o SBT remova o conteúdo do programa de suas plataformas e que a União informe as medidas adotadas em relação aos princípios de telecomunicações.
A SBT, por sua vez, se posicionou afirmando que os comentários de Ratinho não refletem a opinião da emissora. Em nota, a empresa declarou: “O SBT repudia qualquer tipo de discriminação e preconceito, que são o oposto dos princípios e valores da empresa.”
O caso destaca a crescente atenção sobre a responsabilidade das mídias em relação a discursos que possam incitar ódio ou discriminação, especialmente em um país como o Brasil, onde a comunidade LGBTQIA+ enfrenta desafios significativos.
As reações ao caso foram variadas, com defensores dos direitos humanos e ativistas LGBTQIA+ celebrando a ação do MPF como um passo importante na luta contra a transfobia e a discriminação. Ao mesmo tempo, críticos da ação argumentam que a liberdade de expressão deve ser preservada.
O desdobramento deste caso poderá ter implicações significativas para a forma como programas de televisão abordam questões de gênero e diversidade no futuro.
Detalhes permanecem não confirmados, mas a atenção pública sobre o assunto continua a crescer, refletindo uma sociedade cada vez mais consciente e crítica em relação a discursos de ódio.




