Rodrigo Bacellar é ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio. Recentemente, ele foi preso pela Polícia Federal na fase mais recente da Operação Unha e Carne, uma investigação que visa mapear a infiltração de facções no poder público fluminense.
A prisão de Bacellar foi decretada pelo Supremo Tribunal Federal e ocorreu na mansão onde ele estava exilado em Teresópolis, no estado do Rio de Janeiro. Esta é a terceira vez que Bacellar é preso no contexto da Operação Unha e Carne.
De acordo com a Procuradoria-Geral da República, Bacellar foi denunciado por obstrução de investigação relacionada ao Comando Vermelho, uma das facções mais conhecidas do crime organizado no Brasil. A investigação que Bacellar teria agido para obstruir é a Operação Zargun.
A defesa de Bacellar classificou a prisão como indevida e desnecessária, afirmando que desconhece os motivos da nova prisão decretada. Eles ressaltaram que “nosso cliente vinha cumprindo fiel e completamente todas as medidas cautelares impostas”.
Além disso, Bacellar já havia passado cinco dias no cárcere em dezembro de 2025 antes de sua prisão atual. Ele também perdeu o mandato e foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2022.
Após sua primeira prisão no final do ano passado, Bacellar não fez aparições públicas. A Operação Unha e Carne está relacionada à ADPF 635/RJ, conhecida como ADPF das Favelas, que busca combater a violência e a criminalidade nas comunidades do Rio de Janeiro.
A força-tarefa Missão Redentor II da Polícia Federal foi criada especificamente para lidar com a infiltração de facções no governo fluminense, refletindo a gravidade da situação no estado.
Observadores e autoridades locais estão atentos aos desdobramentos desse caso, que pode ter implicações significativas para a política e segurança pública no Rio de Janeiro.
Details remain unconfirmed.




