Raízen tem rating rebaixado pela Moody’s
A Raízen, joint venture formada pela Cosan e pela Shell, teve seu rating rebaixado de Caa1 para Caa3 pela agência de classificação de risco Moody’s. O rebaixamento reflete um elevado nível de endividamento e um fluxo de caixa negativo, conforme declarado pela Moody’s.
A Moody’s estima que a alavancagem da Raízen deve encerrar o ciclo agrícola acima de 5,9 vezes, o que levanta preocupações adicionais sobre a sustentabilidade financeira da empresa. “A perspectiva do rating permanece negativa”, afirmou a agência.
Em resposta a essa situação, a Raízen protocolou um plano de recuperação extrajudicial com o apoio de credores que representam mais de 40% da dívida total. O plano estabelece um standstill de 90 dias para negociações com os credores, permitindo que a empresa busque soluções para sua crise financeira.
O plano de recuperação inclui dívidas concursais que totalizam R$ 65 bilhões. No final de dezembro, a Raízen reportou ter R$ 17,3 bilhões em caixa, o que pode ajudar a empresa a navegar por esse período desafiador.
Os bancos são credores de cerca de metade da dívida da Raízen, e a empresa está sendo representada por vários escritórios de advocacia durante o processo de recuperação. A discussão com os credores pode incluir uma conversão de dívida em equity, estimada em cerca de 40%.
“O plano dá à Raízen um ambiente protegido para preservar seu caixa”, afirmaram fontes próximas ao processo. No entanto, a Moody’s não considera suporte financeiro direto dos acionistas na avaliação do rating, o que pode complicar ainda mais a situação da empresa.
Um novo rebaixamento do rating pode ocorrer caso a Raízen anuncie uma troca de dívida em condições de estresse financeiro. A Moody’s avaliou que a situação atual é consequência da estratégia adotada antes do atual ciclo de reestruturação.
Detalhes permanecem não confirmados sobre como a Raízen planeja avançar em sua recuperação e quais medidas adicionais podem ser implementadas para melhorar sua posição financeira.




