“‘Tá ficando branco o lábio dela’: PM cobra resgate enquanto mulher baleada agoniza por 30 minutos”, declarou Weden Silva Soares, testemunha do trágico incidente que ocorreu na Zona Leste de São Paulo. O caso envolve a soldado da Polícia Militar Yasmin Cursino Ferreira, que disparou contra Thawanna da Silva Salmázio durante uma abordagem policial no dia 3 de abril de 2026.
Thawanna, que era mãe de cinco filhos e completaria 32 anos em 8 de abril, foi atingida por um tiro na Rua Edimundo Audran, em Cidade Tiradentes, às 2h59. De acordo com o laudo do Instituto Médico Legal (IML), a causa da morte foi hemorragia interna aguda. A situação se agravou pelo fato de que Thawanna ficou sem atendimento médico por cerca de 30 minutos após ser baleada, o que gerou indignação na comunidade local.
A defesa de Yasmin alega que a soldado agiu em legítima defesa, afirmando que Thawanna tentou pegar sua arma antes do disparo. No entanto, o marido da vítima, Luciano Gonçalves dos Santos, contestou essa versão, afirmando que não houve agressão por parte de sua esposa. “A soldado não teve nenhum tipo de empatia, não era uma ocorrência, as pessoas estavam andando na rua”, disse Viviane Leme, outra testemunha do evento.
A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar o caso, que foi registrado como Homicídio Decorrente de Oposição à Intervenção Policial. A Secretaria da Segurança Pública informou que o caso está sendo tratado com prioridade. Yasmin Cursino Ferreira foi afastada de atividades operacionais após o incidente, enquanto a comunidade expressa sua revolta e exige justiça.
O caso gerou protestos na comunidade local após a morte de Thawanna, refletindo a crescente preocupação com a atuação da polícia em situações de abordagem. A indignação é palpável, e muitos questionam a resposta da PM e a falta de socorro imediato à vítima. “Com todo respeito, mas você [PM] que bateu em nós, que eu vi”, afirmou Thawanna em um momento de desespero, conforme relatado por testemunhas.
As investigações continuam, e detalhes permanecem não confirmados. A sociedade aguarda respostas sobre a conduta da polícia e a trágica morte de Thawanna, que deixou cinco filhos e uma comunidade em luto. O caso destaca a necessidade de uma reflexão mais profunda sobre a segurança pública e a proteção dos cidadãos durante operações policiais.
Enquanto isso, a expectativa é de que as autoridades tomem medidas concretas para evitar que tragédias como essa se repitam no futuro. O caso de Thawanna da Silva Salmázio é um lembrete sombrio da fragilidade da vida e da responsabilidade que recai sobre os ombros das forças de segurança.




