04.06.2026

O Sarrafo — Notícias, Opinião e Informação

Análises críticas e as principais notícias sobre o que acontece no Brasil e no mundo

Pirarucu: Espécie Invasora na Bacia do Paraguai

pirarucu — BR news
O Ibama classificou o pirarucu como espécie invasora fora da Amazônia, permitindo sua pesca e abate em regiões onde não é nativo.

Em 19 de março de 2026, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) anunciou a classificação do pirarucu como espécie invasora fora da Amazônia. A medida foi publicada no Diário Oficial da União e permite a pesca, captura e abate do pirarucu sem restrições em regiões onde o peixe não é nativo.

O pirarucu, um dos maiores peixes de água doce do mundo, pode atingir até dois metros de comprimento e pesar mais de 100 quilos. A presença dessa espécie em ecossistemas como a Bacia do Paraguai e a Bacia do Paranoá é considerada um problema ambiental, uma vez que o pirarucu pode competir com espécies nativas e provocar desequilíbrios ecológicos.

Os exemplares capturados não podem ser devolvidos ao ambiente, e a comercialização é restrita ao estado de origem. A medida de controle populacional foi adotada devido ao impacto negativo do pirarucu em ecossistemas mais frágeis, como os encontrados no Pantanal.

A erradicação completa do pirarucu é considerada difícil, e o controle por meio da pesca é uma alternativa viável. Durante a época do defeso, a pesca do pirarucu é proibida na Amazônia, refletindo a necessidade de proteger a biodiversidade local.

O Ibama destacou que a autorização para a captura do pirarucu visa o controle populacional, permitindo o abate e a comercialização dos exemplares, desde que restrita ao estado de origem. “O pirarucu, peixe amazônico, virou invasor na Bacia do Paranoá (DF)”, afirmou um representante do órgão.

Essa nova regulamentação surge em um contexto em que a presença do pirarucu foi registrada em rios como Cuiabá e Paraguai, levantando preocupações sobre os impactos ambientais. A situação exige monitoramento contínuo para evitar danos irreversíveis aos ecossistemas locais.

As reações à medida do Ibama foram variadas, com alguns especialistas apoiando a ação como necessária para a preservação da biodiversidade, enquanto outros expressaram preocupações sobre a eficácia do controle populacional.

Detalhes permanecem não confirmados sobre a implementação e fiscalização das novas regras, mas a expectativa é que medidas adicionais sejam necessárias para garantir a proteção dos ecossistemas afetados.