No dia 11 de abril de 2026, os preços do petróleo bruto atingiram níveis sem precedentes no Golfo Pérsico, com o Dated Brent chegando a US$ 144 o barril antes do cessar-fogo.
A escalada dos preços é atribuída ao fechamento do Estreito de Ormuz, que controla 20% do petróleo do mundo. O barril de petróleo subiu de US$ 70 para US$ 117 em poucas semanas, refletindo a pressão no mercado.
As refinarias asiáticas estão buscando petróleo em fontes não tradicionais devido à escassez, e o preço do diesel e do combustível de aviação já disparou para níveis recordes, acima de US$ 200 o barril.
Após o cessar-fogo, o preço do Brent físico subiu para US$ 126 o barril, enquanto o prêmio para petróleo bruto de entrega imediata continua a pressionar o mercado.
Neil Crosby, analista do setor, comentou: “Simplesmente há uma escassez de petróleo bruto.” A situação é agravada pelo fato de que o tráfego no estreito de Hormuz permanece abaixo dos níveis pré-guerra.
Além disso, a ANP registrou um aumento no preço do diesel S-10, que subiu de R$ 6,09 para R$ 6,15 nos primeiros dias do conflito.
O governo do Amapá está implementando infraestrutura para a indústria do petróleo, com Antônio Batista afirmando que “entre as nossas diferentes medidas destacam-se os estudos para implantação de uma infraestrutura portuária.”
Batista também destacou que “o que tinha previsão para ocorrer em 50 anos, a indústria do petróleo irá demandar e antecipar uma infraestrutura no Amapá já para os próximos 5 anos.”
O aumento dos preços do petróleo reflete um cenário global tenso, semelhante aos choques do petróleo dos anos 70, que paralisaram economias inteiras. O mundo agora enfrenta um terceiro choque, com o Irã fechando o Estreito de Ormuz.
Os mercados físicos não estão seguindo as pistas das redes sociais, conforme apontado por Amrita Sen, o que indica uma desconexão entre as expectativas do mercado e a realidade atual.
Detalhes permanecem não confirmados.




