04.06.2026

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Peixoto gomide

peixoto gomide — BR news
O caso de Peixoto Gomide, que matou sua filha Sophia em 1906, gera nova discussão sobre a mudança do nome da rua em São Paulo.

Impacto do caso Peixoto Gomide

O caso de Peixoto Gomide, que em 1906 assassinou sua filha, Sophia Gomide, está novamente em evidência após a proposta de mudança do nome da Rua Peixoto Gomide, aprovada pela Comissão de Justiça da Câmara Municipal de São Paulo em 11 de março de 2026. O novo nome sugerido é Rua Sophia Gomide, em um esforço para reverter a glorificação de um feminicida.

O crime, que chocou a sociedade da época, foi motivado pela não aceitação do noivado de Sophia, que tinha apenas 22 anos, com o promotor público Manuel Baptista Cepelos. Após cometer o ato, Peixoto Gomide se suicidou, deixando um legado de tragédia e dor.

A Rua Peixoto Gomide foi nomeada em 1914, em um contexto onde a memória de figuras históricas muitas vezes não levava em conta suas ações. A proposta de mudança do nome da rua faz parte da campanha ‘Feminicida não é herói’, que busca conscientizar a população sobre a importância de reavaliar os nomes de espaços públicos.

Silvia Ferraro e Luna Zarattini, defensoras da mudança, afirmam: “Precisamos refletir sobre, e contestar, os nomes dos espaços em que pisamos, não só para que feminicidas não sejam exaltados, mas para que cada vez mais mulheres possam receber o destaque que lhes cabe.” Essa declaração ressalta a necessidade de um debate mais amplo sobre a representação feminina na sociedade.

O projeto ainda precisa passar por votação no plenário da Câmara Municipal, e a expectativa é que a discussão sobre a mudança de nome mobilize a sociedade civil e traga à tona questões sobre violência de gênero e a memória histórica.

Embora a proposta tenha avançado na Comissão de Justiça, detalhes sobre a votação final e a aceitação da mudança permanecem incertos. A pressão social e o apoio de grupos feministas podem influenciar o resultado.

O caso de Peixoto Gomide é um lembrete sombrio da violência contra as mulheres e da necessidade de reavaliar como a história é contada e celebrada. A mudança do nome da rua pode ser um passo importante na luta por justiça e reconhecimento das vítimas de feminicídio.

À medida que a discussão avança, a sociedade é chamada a refletir sobre os legados que escolhemos honrar e como isso impacta a percepção pública sobre a violência de gênero.