Pedro Rousseff, sobrinho-neto da ex-presidenta Dilma Rousseff, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a revogação da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. O pedido foi motivado por declarações de Eduardo Bolsonaro durante o CPAC, onde afirmou que seu pai, Jair Bolsonaro, fala de política com visitas na prisão.
O ministro Alexandre de Moraes havia concedido a prisão domiciliar a Jair Bolsonaro, impondo restrições como a proibição do uso de celular e redes sociais. A medida foi estabelecida por um período de 90 dias, durante o qual Bolsonaro deve permanecer em sua residência.
Pedro Rousseff argumenta que a prisão domiciliar está sendo utilizada para atividades políticas, o que, segundo ele, desvirtuaria completamente a finalidade da medida. “Permitir que o réu utilize a prisão domiciliar como ambiente de articulação política implicaria desvirtuamento completo da finalidade da medida”, declarou Rousseff.
Além disso, ele ressaltou que “uma domiciliar humanitária não pode servir de disfarce pro Jair ficar fazendo política e usando os filhos de pombo correio”. A lei, segundo Rousseff, é clara: “se descumprir, perde o benefício”.
Jair Bolsonaro chegou à sua casa em 27 de março de 2026, às 10h20, após ter passado por um total de 14 cirurgias desde 2018, sendo três delas realizadas em dezembro de 2025. A situação atual levanta questões sobre o uso da prisão domiciliar e suas implicações na política brasileira.
Eduardo Bolsonaro, em suas declarações, confirmou que seu pai realmente fala de política com as visitas que recebe. Essa situação gera um debate sobre a legalidade e a ética do uso da prisão domiciliar em casos de figuras públicas envolvidas em questões políticas.
As reações ao pedido de Pedro Rousseff ainda estão se desenrolando, e observadores aguardam a posição do STF sobre o assunto. Detalhes permanecem não confirmados.




