“Qualquer embarcação que entre ou saia da área bloqueada sem autorização está sujeita a interceptação, desvio e apreensão,” afirmou o Comando Central dos EUA, destacando a gravidade da situação no Estreito de Ormuz.
O bloqueio no Estreito de Ormuz entrou em vigor às 11h do dia 13 de abril de 2026, após o fracasso nas negociações de paz mediadas pelo Paquistão entre os EUA e o Irã. O bloqueio será aplicado a todo o tráfego marítimo, independentemente da bandeira, abrangendo toda a costa iraniana, incluindo portos e infraestrutura energética.
O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, alertou que “aproveitem os preços atuais nas bombas”, referindo-se ao aumento de 40% no preço do galão de gasolina comum desde o início da guerra com o Irã. O impacto econômico do bloqueio já é sentido, com os preços de combustíveis podendo disparar.
Donald Trump, em suas declarações, criticou o Irã, afirmando que “o Irã está fazendo um péssimo trabalho, desonroso, diriam alguns, sobre permissão de que o petróleo passe pelo Estreito de Ormuz.” Essa retórica acirrou ainda mais as tensões entre os dois países.
O bloqueio representa um ponto crítico, já que cerca de 20% do petróleo produzido no mundo passava pelo Estreito de Ormuz antes do conflito. A situação é ainda mais complicada pelo fato de que 100 navios normalmente transitavam pela região diariamente.
O vice-presidente americano teve uma conversa de 21 horas com representantes do Irã, mas as negociações não resultaram em um acordo, levando à implementação do bloqueio. O Irã, por sua vez, rejeitou as ameaças de Trump, chamando-as de um “blefe”.
Detalhes permanecem não confirmados sobre como o bloqueio funcionará na prática e a extensão do impacto sobre o tráfego marítimo e os preços globais de energia ainda é incerta.




