O que aconteceu
A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação “Cliente Fantasma” em 25 de fevereiro, visando a investigação do banco BMP, anteriormente conhecido como BMP Money Plus, por suposta facilitação de lavagem de dinheiro no valor de R$ 25 bilhões. O juiz Paulo Cezar Duran, da 7ª Vara Criminal Federal de São Paulo, autorizou a operação, destacando que os elementos informativos são robustos quanto à materialidade delitiva.
Por que isso é importante
A investigação teve origem na Operação Alcaçaria, que apurou uma organização criminosa com vínculos com facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). A PF identificou transferências bancárias significativas para contas no BMP, ligadas a empresas investigadas, como Invertbusiness Holding Ltda e Revo Capital Investimentos Ltda. Além disso, a BMP é acusada de não registrar corretamente a identificação de clientes, criando “clientes invisíveis” ao Banco Central, o que dificulta o rastreamento de operações suspeitas.
Próximos passos
A operação ainda está em fase inicial, sem denúncias formais apresentadas até o momento. A PF cumpriu mandados de busca e apreensão na sede do BMP e em endereços relacionados ao fundador e presidente da instituição, Carlos Eduardo Benitez, e ao chefe do setor de compliance, Paulo Henrique Witter Soares. A BMP declarou que está colaborando com as autoridades e que suas operações continuam normalmente.




