04.06.2026

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Operação Cliente Fantasma: BMP sob suspeita de lavagem de dinheiro

bmp — BR news
A Polícia Federal iniciou a Operação Cliente Fantasma, investigando o banco BMP por suposta facilitação de lavagem de dinheiro. A operação é um desdobramento de investigações anteriores.

O que aconteceu

A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação “Cliente Fantasma” em 25 de fevereiro, visando a investigação do banco BMP, anteriormente conhecido como BMP Money Plus, por suposta facilitação de lavagem de dinheiro no valor de R$ 25 bilhões. O juiz Paulo Cezar Duran, da 7ª Vara Criminal Federal de São Paulo, autorizou a operação, destacando que os elementos informativos são robustos quanto à materialidade delitiva.

Por que isso é importante

A investigação teve origem na Operação Alcaçaria, que apurou uma organização criminosa com vínculos com facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). A PF identificou transferências bancárias significativas para contas no BMP, ligadas a empresas investigadas, como Invertbusiness Holding Ltda e Revo Capital Investimentos Ltda. Além disso, a BMP é acusada de não registrar corretamente a identificação de clientes, criando “clientes invisíveis” ao Banco Central, o que dificulta o rastreamento de operações suspeitas.

Próximos passos

A operação ainda está em fase inicial, sem denúncias formais apresentadas até o momento. A PF cumpriu mandados de busca e apreensão na sede do BMP e em endereços relacionados ao fundador e presidente da instituição, Carlos Eduardo Benitez, e ao chefe do setor de compliance, Paulo Henrique Witter Soares. A BMP declarou que está colaborando com as autoridades e que suas operações continuam normalmente.