Um mecânico de 22 anos sobreviveu a um acidente impressionante após colidir com uma onça-parda na estrada MS-340, no Mato Grosso do Sul. O acidente ocorreu por volta das 11h40, quando João Lopes trafegava a aproximadamente 80 km/h. A onça-parda não sobreviveu ao impacto da colisão.
João seguia para a casa do pai quando o animal pulou na frente da motocicleta. Ele descreveu o momento como surreal: “Eu nunca vi isso na minha vida. Meu Deus do céu, nunca vi. Ela saiu correndo do mato, não deu para ver antes.” Após o acidente, João ficou com medo e não se aproximou imediatamente do animal.
A Polícia Militar Ambiental (PMA) informou que não há histórico de ataques da onça-parda, mas muitos atropelamentos ocorrem na região. Apesar disso, João não acionou a PMA nem outro órgão após o acidente. O corpo da onça-parda permaneceu no local e não foi removido.
A major da PMA, Tamara de Brito Moura, afirmou que o órgão não recebeu acionamento sobre o caso. “Geralmente, não fazemos o recolhimento de animal morto. A PMA só realiza retirada quando há interesse para taxidermia”, explicou ela.
Segundo o ICMBio, a última onça atropelada foi recolhida pela UFMS. O atropelamento de fauna é um problema recorrente nas estradas brasileiras, especialmente em áreas onde animais silvestres são comuns.
A onça-parda é uma espécie que não costuma atacar humanos. No entanto, sua presença nas estradas representa um risco tanto para os animais quanto para os motoristas. O caso de João Lopes destaca a necessidade de atenção redobrada ao trafegar por essas áreas.
Ainda não está claro se medidas adicionais serão tomadas pelas autoridades para prevenir acidentes semelhantes no futuro. As estatísticas sobre atropelamentos de fauna indicam que essa é uma questão que merece atenção urgente.




