Suspensão de operações no Porto de Salalah
A Maersk suspendeu operações no Porto de Salalah, em Omã, devido a um incidente recente que envolveu um ataque de drones. Este ataque atingiu depósitos de combustível no porto e foi atribuído ao Irã como retaliação a bombardeios realizados por Israel e Estados Unidos.
O ataque ocorreu em meio a uma escalada militar no Golfo, onde o Exército iraniano declarou que pretende atingir centros econômicos e bancos vinculados aos EUA e a Israel. A situação se agrava após um ataque anterior, em 28 de fevereiro, que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.
O Conselho de Segurança da ONU, em resposta a essas tensões, aprovou uma resolução exigindo que o Irã cesse todos os ataques contra países do Golfo, incluindo Bahrein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Jordânia. A resolução foi aprovada por 13 votos a favor e duas abstenções, com 135 países membros da ONU expressando apoio.
Em um comunicado, a Maersk afirmou: “A equipe está seguindo o protocolo de retirada estabelecido e o terminal está trabalhando com as autoridades para gerenciar a situação e garantir a segurança de todos.” Essa declaração reflete a preocupação com a segurança das operações e do pessoal no local.
O ataque aos depósitos de combustível não resultou em vítimas, mas ressalta a crescente instabilidade na região. Observadores afirmam que a situação pode complicar ainda mais as negociações que Omã vinha mediando entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear iraniano.
O Conselho de Segurança da ONU também condenou as ações do Irã que obstruem a navegação internacional no Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte de petróleo. O texto submetido à votação foi apresentado por Barém, em colaboração com os demais membros do Conselho de Cooperação do Golfo.
As repercussões desse ataque e a suspensão das operações no porto de Omã podem ter um impacto significativo nas relações comerciais e na segurança regional. Detalhes permanecem não confirmados.




