Nubank bloqueia contas ao detectar indícios de conduta ilícita
No dia 12 de março de 2026, o Nubank foi alvo de críticas após bloquear contas de clientes ao identificar indícios de conduta ilícita. Essa prática gerou descontentamento entre os usuários, que agora buscam a Justiça para recuperar os saldos depositados.
Os bloqueios preventivos, segundo a legislação, devem durar no máximo 72 horas. No entanto, em um caso específico, uma conta de um centro de estética foi bloqueada com mais de R$ 2 milhões e liberada apenas após decisão judicial, em 4 de março, quase dois meses após a restrição.
A juíza Márcia Alves Martins Lôbo, responsável pelo caso, decidiu que o Nubank não conseguiu comprovar irregularidades na movimentação da conta. A indenização por danos morais foi fixada em R$ 8 mil em um dos casos, evidenciando a gravidade da situação para os clientes afetados.
O Nubank defende sua posição, afirmando que “atua de forma rigorosa para proteger seus clientes e a integridade do ambiente financeiro”. A instituição também mencionou que os bloqueios são realizados em casos de “indícios de uso indevido da conta ou movimentações incompatíveis com o perfil do cliente”.
Entretanto, a defesa dos clientes argumenta que o bloqueio é “indevido e arbitrário” se a instituição financeira não especifica a conduta ilícita supostamente praticada. A advogada Leila Arlanch destacou que a origem pública do dinheiro poderia ser facilmente verificada pelo Nubank.
Casos de bloqueio de contas do Nubank têm sido levados à Justiça por clientes que afirmam ter perdido o acesso a valores depositados sem aviso prévio. Essa situação levanta questões sobre os direitos dos consumidores e a responsabilidade das instituições financeiras.
O bloqueio de contas por suspeita de fraude deve ser fundamentado, e a falta de clareza nas ações do Nubank pode resultar em mais processos judiciais. Detalhes permanecem não confirmados sobre o número total de contas afetadas e as medidas que a empresa tomará para evitar tais incidentes no futuro.
Enquanto isso, os clientes continuam a enfrentar incertezas sobre o acesso aos seus fundos, e a situação pode evoluir à medida que mais pessoas busquem reparação através do sistema judicial.




