Noelia Castillo, uma jovem de 25 anos, foi liberada para eutanásia na Catalunha, tornando-se a paciente mais jovem da Espanha a receber esse procedimento. Desde 2022, Noelia viveu com paraplegia e dores crônicas após uma queda do 5º andar de um prédio. Seu pedido de eutanásia foi feito em 2024 e aprovado por órgãos médicos, após um longo período de sofrimento.
Noelia enfrentou um histórico de vulnerabilidade desde os 13 anos, incluindo problemas familiares e episódios de automutilação. Ela também sofreu três episódios de abuso sexual antes de sua tentativa de suicídio. Em suas próprias palavras, Noelia expressou: “Não tenho vontade de fazer nada, nem de sair, nem de comer. Dormir é muito difícil e sinto dores físicas diariamente.”
A eutanásia é permitida na Espanha desde 2021, e Noelia se tornou a sexta paciente psiquiátrica da Catalunha a passar pela morte assistida. A decisão foi confirmada por uma comissão independente, que avaliou que o quadro de sofrimento físico e psicológico de Noelia era considerado grave e irreversível.
O pai de Noelia, Gerónimo Castillo, contestou a decisão judicial, alegando que a filha não teria condições psicológicas de decidir sobre a própria morte. No entanto, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos recusou-se a suspender a eutanásia, permitindo que o procedimento fosse realizado.
O caso de Noelia começou a ser amplamente discutido publicamente em 2 de agosto de 2024, gerando debates sobre os direitos dos pacientes e as condições para a solicitação de eutanásia. Observadores destacam que a eutanásia pode ser solicitada quando há sofrimento considerado intolerável.
Com a aprovação da eutanásia, Noelia se torna um símbolo da luta por direitos e dignidade no final da vida, levantando questões sobre saúde mental e o suporte a indivíduos em situações extremas.
Detalhes permanecem não confirmados sobre as reações da sociedade e possíveis mudanças nas políticas relacionadas à eutanásia na Espanha após este caso.




