“Não desfruta de qualquer credibilidade”, afirmou Nelson Tanure, referindo-se à sua situação atual no mercado. O empresário anunciou sua renúncia ao conselho de administração da Light, decisão que foi tomada em comum acordo com os acionistas de referência da companhia.
A saída de Tanure ocorre em um momento delicado, já que ele enfrenta uma crise de liquidez e teve parte de suas ações tomadas por credores. Tanure começou a investir na Light em meados de 2023, logo após a empresa ter entrado em recuperação judicial, e agora afirma que sua contribuição à companhia já atingiu seu ápice.
A Light está em processo de renovação de concessão por mais 30 anos, o que torna a situação de Tanure ainda mais crítica, considerando os desafios financeiros que a empresa enfrenta. O conselho de administração da Light foi convocado para formalizar a renúncia de Tanure, e uma assembleia geral de acionistas está marcada para 24 de abril.
Vladimir Timerman, que se posiciona como uma figura influente no Banco Master, declarou que “o senhor Nelson Tanure é uma das cabeças, eu acho que é o mais alto da hierarquia.” Timerman também criticou a atuação de Daniel Vorcaro, chamando-o de “pau-mandado dos verdadeiros donos do banco”.
Essas declarações surgem em um contexto onde a Polícia Federal deflagrou operações para investigar fraudes no Banco Master em 2025, e Timerman expressou sua insatisfação com a demora na apuração das fraudes por parte da CVM, Polícia Federal e Banco Central.
Enquanto isso, a Light enfrenta um cenário de reestruturação, com 11 bilhões em dívidas já reestruturadas e 12 bilhões em investimentos que a companhia deverá estruturar nos próximos anos. A situação de Tanure e sua renúncia podem ter implicações significativas para o futuro da empresa.
Detalhes permanecem não confirmados sobre o impacto da saída de Tanure e as próximas etapas que a Light poderá enfrentar em sua renovação de concessão e reestruturação financeira.




