A Sexta-feira Santa, que em 2026 será celebrada no dia 3 de abril, é um momento significativo no calendário da Igreja Católica, pois é o único dia do ano em que não se celebra missa. Este dia é dedicado à memória da morte de Jesus Cristo, sendo vivido em luto, silêncio e contemplação. A ausência de celebração e a atmosfera de reflexão são características marcantes deste evento religioso.
Durante a Sexta-feira Santa, a Igreja Católica convida os fiéis a refletirem sobre a entrega de Jesus, que é lembrada através de uma ação litúrgica específica. Este momento de adoração é realizado em um ambiente de sobriedade, onde prevalece o silêncio, simbolizando o luto pela morte do Salvador. O Cardeal Orani João Tempesta destaca que “a Sexta-feira Santa é o único dia em que a Igreja não celebra missa, mas celebra-se, sobriamente, uma ação litúrgica”.
O jejum e a abstinência de carne são práticas observadas neste dia como formas de penitência. O Direito Canônico estabelece que o jejum é obrigatório para fiéis entre 18 e 59 anos na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa. A carne, considerada um alimento festivo, é evitada, enquanto o peixe é visto como uma opção mais simples, refletindo a humildade e a simplicidade que caracterizam a celebração.
A abstinência de carne é uma prática que remonta a 14 anos, sendo um gesto simbólico que recorda o corpo de Jesus Cristo, conforme explica o padre José Ulisses Leva: “A carne recorda o corpo de Jesus Cristo”. O verdadeiro sentido dessa prática, segundo o padre Clésio dos Santos, é “não é simplesmente não comer carne, mas lembrar do porquê da ação”.
Os números
A Sexta-feira Santa é o segundo dos quatro feriados católicos que levam ao Domingo de Páscoa, e a Semana Santa, que começa no Domingo de Ramos, é vivida ao longo de cerca de 40 dias. Este período é uma preparação espiritual que culmina na celebração da ressurreição de Cristo.
Historicamente, o papa Leão conduziu uma missa à luz de velas no Coliseu de Roma na Sexta-feira Santa, um evento que simboliza a conexão entre a tradição católica e a história da Igreja. Este tipo de celebração ressalta a importância do dia e a relevância da reflexão sobre a vida e morte de Jesus.
Com a aproximação da data, os fiéis são incentivados a participar das celebrações e a refletir sobre o significado da Sexta-feira Santa em suas vidas. Detalhes permanecem não confirmados sobre como as celebrações podem ser adaptadas em diferentes comunidades, mas a essência do dia continua a ser a mesma: um momento de introspecção e respeito pela memória de Jesus Cristo.




