O governo do México reafirma sua posição de não permitir a atuação de agentes estrangeiros em operações no país após a morte de dois cidadãos americanos em um acidente ligado ao combate ao narcotráfico. O episódio ocorre em meio ao aumento das tensões entre México e Estados Unidos na luta contra o tráfico de drogas.
Os dois cidadãos americanos mortos não tinham autorização oficial para atuar no território mexicano. Um deles entrou no país como visitante e não podia exercer atividade remunerada. O outro utilizou passaporte diplomático, mas também não tinha credenciamento formal para operações.
O acidente ocorreu na fronteira com os Estados Unidos e envolveu também dois policiais mexicanos. A governadora de Chihuahua anunciou a criação de uma força-tarefa para investigar o caso. O governo mexicano está analisando as circunstâncias junto às autoridades locais e à embaixada americana.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, defende que a colaboração com os EUA deve ser restrita ao compartilhamento de informações. “Não aceitamos participação em campo, em operações. Isso está muito claro”, disse ela. Ela ainda acrescentou que “a forma como estamos colaborando tem sido muito boa” e que qualquer outra abordagem violaria a Constituição mexicana.
A legislação mexicana proíbe a participação direta de agentes estrangeiros em operações no país. Essa restrição visa preservar a soberania nacional e manter o controle sobre as ações contra o narcotráfico. O governo mexicano reiterou seu “profundo pesar” pelas mortes.
A Casa Branca, por sua vez, pretende ampliar a cooperação para conter o fluxo de drogas na fronteira. No entanto, as autoridades mexicanas permanecem firmes em sua posição contra a atuação direta de agentes estrangeiros.
Com a Copa do Mundo 2026 se aproximando, as relações entre os dois países são ainda mais relevantes. O incidente pode influenciar futuras discussões sobre segurança e cooperação internacional no combate à violência no México.




