A família de Cristiano Donizeti luta há 15 anos para receber uma indenização que nunca foi paga pelo ex-jogador Marcelinho Carioca, após a morte do jovem em 1998. Cristiano morreu após ser pisoteado por um cavalo no sítio de Marcelinho, em Sarapuí, SP.
A família processou Marcelinho três meses após a morte, exigindo uma indenização inicial de R$ 137 mil. O valor foi posteriormente aumentado para R$ 690 mil, devido a juros e correção monetária. No entanto, Marcelinho nunca pagou a quantia devida.
Servio Machado de Campos e Pedra Batista, pais de Cristiano, enfrentam dificuldades financeiras enquanto tentam receber a indenização. Eles alegam que o jovem trabalhava na propriedade sem contrato formal e não tinha treinamento para lidar com o cavalo.
Marcelinho defende que Cristiano foi contratado pelo caseiro da propriedade e que a culpa pela morte seria do jovem. A Justiça reconheceu a existência de culpa concorrente entre as partes envolvidas no caso.
A situação financeira da família é complicada. Servio e Pedra têm 13 filhos e dependem de uma renda mensal extra de R$ 1.500. Eles esperam que a Justiça tome uma decisão favorável em breve.
A Justiça tentou bloquear as contas de Marcelinho sem sucesso. Além disso, a família tenta penhorar os créditos que ele possa receber devido a um possível golpe financeiro envolvendo a Fazenda Boi Gordo.
O caso foi encerrado em dezembro de 2011, mas a execução da quantia devida começou apenas em julho de 2012. A defesa de Marcelinho expressou condolências à família, mas afirmou que nenhuma compensação pode reparar a perda do jovem.
A luta da família por justiça continua enquanto observadores questionam o tempo necessário para resolver essa situação complexa.




