A sabatina de Jorge Messias no Senado gerou polêmica devido a críticas sobre sua isenção e atuação política anterior. A sessão ocorreu na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em 29 de abril de 2026. Messias foi indicado ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) pela Presidência da República.
A CCJ aprovou a indicação de Messias por 16 votos a 11. Ele precisa de pelo menos 41 votos no Plenário do Senado para ser confirmado como ministro do STF. A votação será secreta em ambas as etapas, na CCJ e no Plenário.
Messias é graduado em direito pela Universidade Federal de Pernambuco e possui mestrado e doutorado pela Universidade de Brasília. Desde 2023, ele ocupa o cargo de advogado-geral da União, onde já atuou como procurador do Banco Central e da Fazenda Nacional.
A indicação foi anunciada pelo presidente Lula há cerca de cinco meses. Durante a sabatina, Messias declarou ser “totalmente” e “absolutamente” contra o aborto. Essa declaração provocou reações entre os senadores.
Citações relevantes:
- Weverton afirmou: “Eu acredito que o indicado já tenha os votos necessários, ou seja, a maioria simples: [pelo menos] 41 senadores e senadoras para firmar a sua aprovação.”
- Messias comentou: “Não acho que ministro da Suprema Corte seja diferente de qualquer outro servidor público e, como servidor, deve ter transparência e deve prestar contas.”
- Rogerio Marinho criticou: “O Senado não pode colocar alguém no Supremo que atuou politicamente para censurar adversários do governo e nunca demonstrou a isenção necessária de um magistrado.”
A indicação de Messias visa preencher a vaga deixada pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso. A expectativa é que os senadores deliberem sobre sua confirmação nas próximas semanas.




