Em 2018, a greve de caminhoneiros gerou desabastecimento de combustíveis e alimentos em várias regiões do país. Agora, caminhoneiros de diferentes regiões do Brasil ameaçam paralisar suas atividades nos próximos dias, motivados pelo aumento significativo no preço do diesel S-10, que subiu 19,4% desde 28 de fevereiro.
O governo federal já anunciou medidas para tentar conter essa alta, incluindo a isenção do PIS/Cofins, mas a categoria reivindica a implementação de um preço mínimo operacional e a isenção de pedágios para caminhões vazios.
Wallace Landim, um dos líderes da mobilização, afirmou: “Estamos muito mais organizados do que em 2018”. Ele destacou que “o transportador não pode absorver esse alto custo” e que a situação atual é insustentável.
A Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga (ANTC) também se manifestou, dizendo: “Diante da situação insustentável que estamos enfrentando, com diesel nas alturas, fretes defasados e total falta de respeito com a categoria, chegou o momento de dar uma resposta firme”.
Em 2018, a greve da categoria impactou fortemente a economia brasileira, retirando 1,2 ponto porcentual do crescimento do PIB daquele ano. A atual mobilização levanta preocupações sobre possíveis consequências semelhantes.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) manifestou apoio às mobilizações, indicando que a insatisfação entre os caminhoneiros é generalizada.
Detalhes permanecem não confirmados sobre a decisão final da greve nacional dos caminhoneiros, e não está claro se as medidas do governo serão suficientes para desmobilizar a greve.
Com a situação se desenrolando, as próximas horas e dias serão cruciais para determinar a continuidade das atividades dos caminhoneiros e o impacto que isso poderá ter na economia do país.




