Os números
A greve do sistema de transporte coletivo urbano de São Luís foi suspensa após quatro dias de paralisação, trazendo alívio para os usuários que dependem do serviço. O acordo que possibilitou a retomada das atividades foi mediado pela 2ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor, onde representantes do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários (STTREMA) e do Sindicato das Empresas de Transporte (SET) se reuniram para discutir as demandas dos trabalhadores.
O Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários se comprometeu a normalizar a operação do serviço a partir da zero hora do dia 17 de março, com a expectativa de que cerca de 70% da frota de ônibus comece a circular. O presidente do sindicato, Marcelo Brito, afirmou que a greve foi apenas suspensa, não encerrada, e que o movimento poderá ser retomado caso o acordo não seja cumprido até o dia 31 de março.
O acordo firmado entre as partes inclui um reajuste salarial de 5,5% sobre os vencimentos de fevereiro de 2026, além da regularização de parte dos salários atrasados dos trabalhadores. Segundo o SET, cerca de R$ 4,5 milhões referentes a meses anteriores foram retidos pela Prefeitura de São Luís, o que contribuiu para a insatisfação dos rodoviários e a consequente paralisação.
A nova reunião agendada para o dia 20 de março tem como objetivo discutir o pagamento dos subsídios e a continuidade do cumprimento das obrigações acordadas. Marcelo Brito enfatizou a necessidade de que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados, afirmando: “Estamos mostrando para a população que queremos a cidade funcionando, mas também precisamos que os nossos direitos sejam respeitados.”
O acordo foi assinado por representantes do SET, STTREMA, e a promotora de justiça Lítia Cavalcanti, após uma reunião que durou mais de três horas. O presidente do SET, Paulo Pires, comentou que “o sistema volta a rodar, mas essa discussão será retomada daqui a 15 dias, no pagamento do próximo salário.”
Os usuários do transporte coletivo em São Luís esperam que a normalização dos serviços ocorra sem novos contratempos, mas a possibilidade de uma nova greve ainda paira no ar. Caso as medidas acordadas não sejam implementadas até o fim do mês, a situação poderá se agravar novamente.
Detalhes permanecem não confirmados sobre a efetividade das ações que serão tomadas pelas empresas e pela prefeitura para garantir o cumprimento do acordo. A população aguarda ansiosamente por uma solução definitiva para os problemas enfrentados no transporte público da capital maranhense.




