As reações
A greve dos caminhoneiros em Florianópolis levanta a questão: quais são as consequências do aumento no preço do diesel e a mobilização da categoria? A resposta é que a paralisação, programada para começar no dia 19 de março de 2026, às 12 horas, é uma reação direta a um aumento de 11,6% no preço do diesel vendido pela Petrobras, que tem gerado grande insatisfação entre os motoristas.
As assembleias realizadas em diferentes regiões do país, incluindo Santa Catarina, culminaram na decisão de parar as atividades. A Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga (ANTC) orientou os motoristas a não realizarem novos carregamentos como forma de adesão ao movimento. “A gente está orientando a ninguém carregar mais, não baixar contêiner, deixar os caminhões vazios e, se possível, manter os veículos em casa ou nos estacionamentos”, afirmou Sérgio Pereira, representante da ANTC.
A Fetrancesc, que representa os transportadores em Santa Catarina, alertou que a greve pode gerar reflexos negativos diretos, como impactos no abastecimento e no custo de vida. Além disso, a categoria busca diálogo com autoridades estaduais e federais para evitar o agravamento da situação. “A categoria não deseja parar, mas essa se torna a única alternativa para sermos ouvidos”, declarou a ANTC.
O aumento no preço do diesel não é um problema isolado. Em 2018, uma greve anterior de caminhoneiros resultou em desabastecimento de combustíveis e alimentos em várias regiões do país, o que levanta preocupações sobre o que pode ocorrer desta vez. A mobilização atual tem como foco a defesa de melhores condições de trabalho e a redução dos custos operacionais, em um cenário que já é desafiador para muitos motoristas.
A Polícia Rodoviária Federal está monitorando a situação, mas até o momento não há registros de interrupções ou bloqueios nas estradas. Entretanto, a expectativa é de que a adesão ao movimento cresça conforme a data da paralisação se aproxima. O percentual estimado de reajuste no valor do frete é de 10 a 12%, o que pode impactar ainda mais o setor de transporte.
Detalhes permanecem não confirmados, como a data de término da greve e a resposta das autoridades ao pedido de audiência da ANTC. A situação continua em desenvolvimento, e a mobilização dos caminhoneiros é um reflexo das tensões existentes entre a categoria e as políticas de preços do governo.
Com a greve se aproximando, a expectativa é que mais informações sejam divulgadas, e que as autoridades respondam às demandas da categoria. A pressão sobre o governo para encontrar soluções que atendam às necessidades dos caminhoneiros e evitem uma nova crise de abastecimento é crescente.




