Como se desenvolveu
“Hoje a maioria das lideranças de todos os Estados envolvidos decidiu que vai fazer uma paralisação,” afirmou Wallace Landim, um dos representantes dos caminhoneiros, em uma reunião realizada em Santos. A declaração marca o início de uma nova mobilização que promete impactar o transporte em todo o Brasil.
Os caminhoneiros de diferentes regiões do país estão articulando uma paralisação nacional, motivados principalmente pelo aumento significativo no preço do diesel. Desde o último dia 28 de fevereiro, o diesel tipo S-10 registrou um aumento de 18,86%, enquanto o diesel comum teve uma alta superior a 22%. Esses aumentos têm gerado insatisfação entre os motoristas, que enfrentam uma combinação insustentável de custos elevados e fretes pressionados.
A Petrobras anunciou um aumento de R$ 0,38 por litro no diesel A, o que intensificou as reclamações da categoria. Além disso, os caminhoneiros cobram o cumprimento da tabela de frete mínimo, estabelecida pela Lei 13.703 de 2018, que, segundo eles, não está sendo respeitada. “Estamos lutando pela lei, que não tem cumprimento na ponta,” disse Landim, enfatizando a necessidade de uma ação efetiva por parte do governo.
O governo federal, por sua vez, anunciou um pacote emergencial para tentar conter a escalada dos preços dos combustíveis, mas a resposta não foi suficiente para acalmar os ânimos. Os governadores rejeitaram o pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para reduzir o ICMS sobre o diesel, o que deixou os caminhoneiros ainda mais insatisfeitos.
Com aproximadamente 790 mil caminhoneiros autônomos e 750 mil motoristas contratados sob regime celetista no Brasil, a mobilização tem potencial para causar grandes transtornos. A combinação entre o diesel caro e os fretes baixos é uma situação insustentável para muitos na categoria, levando a uma crescente pressão por mudanças.
Os caminhoneiros também destacam que, sem medidas que garantam previsibilidade de custos, a paralisação se torna uma das poucas formas de pressionar por mudanças. “Se não houver medidas que garantam previsibilidade de custos, a paralisação é uma das poucas formas que temos para pressionar por mudança,” afirmou Landim, refletindo o desespero de muitos motoristas diante da situação atual.
Detalhes permanecem não confirmados, pois ainda não há uma data definida para o início da greve. A adesão total dos caminhoneiros ao movimento também não está garantida, mas a mobilização já está em andamento e promete ser um tema central nas próximas semanas.




