Antonio Denarium e Edilson Damião foram acusados de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Recentemente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu o julgamento de Denarium, que estava em andamento com um placar de 2 a 1 a favor da cassação.
Em um movimento estratégico, Antonio Denarium renunciou ao cargo de governador para concorrer ao Senado nas eleições de outubro. Com sua saída, Edilson Damião assumiu o cargo de governador interinamente. Nunes Marques, um dos juízes do TSE, propôs que Damião permaneça no cargo até o final do ano, considerando as circunstâncias excepcionais do caso.
Denarium e Damião enfrentam acusações graves, sendo que Denarium já foi cassado quatro vezes pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR). O julgamento foi interrompido por um pedido de vista da ministra Estela Aranha, que gerou incertezas sobre o futuro político de ambos.
Durante a discussão no TSE, Nunes Marques destacou que, apesar do princípio da indivisibilidade da chapa, Damião não estava envolvido nas condutas ilícitas atribuídas a Denarium. “As circunstâncias excepcionais existentes nesse caso permitem a mitigação do princípio da indivisibilidade da chapa majoritária, razão pela qual mantém-se o mandato do vice-governador”, afirmou Marques.
O TSE, composto por sete ministros, incluindo Carmen Lúcia e Kassio Nunes Marques, retoma o julgamento do recurso de cassação na noite de 14 de abril de 2026. Observadores políticos aguardam as próximas decisões do tribunal, que podem impactar significativamente a política de Roraima.
O caso de Edilson Damião é considerado distinto, pois ele não foi o vice de Antonio Denarium em seu primeiro mandato. A situação atual deixa em aberto a possibilidade de novos desdobramentos até as eleições suplementares.




