O quadro geral
No dia 17 de março de 2026, a deputada federal Gorete Pereira, do MDB-CE, se tornou o centro de uma investigação da Polícia Federal, que resultou em um mandado de busca e apreensão e a imposição de uma tornozeleira eletrônica. A operação, denominada Sem Desconto, visa apurar suspeitas de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), envolvendo descontos não autorizados em aposentadorias e pensões.
A operação Sem Desconto, que já cumpriu 19 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão, é parte de uma investigação mais ampla que começou no final de 2024 e ganhou força em 2025. A fraude no INSS é estimada em cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024, o que levanta sérias preocupações sobre a integridade dos sistemas de previdência social no Brasil.
Gorete Pereira, nascida em Juazeiro do Norte, Ceará, em 1952, iniciou sua carreira política na década de 1980 e tem sido deputada federal desde 2003. Ela se filiou ao MDB em 2026, sendo eleita como suplente nas eleições gerais de 2022. A investigação sugere que a deputada teria recebido valores por meio de intermediários, o que levanta questões sobre sua conduta ética e legal.
De acordo com a Polícia Federal, a operação visa esclarecer a prática de crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou os mandados de busca e apreensão, destacando a gravidade das acusações.
Em resposta às acusações, Gorete Pereira declarou: “Diante de recentes rumores e especulações envolvendo meu nome em suposto esquema de corrupção no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), venho a público esclarecer que repudio veementemente insinuações ou acusações neste sentido.” Sua defesa busca desqualificar as alegações, mas a situação continua a gerar reações intensas no cenário político.
O Ministério Público Federal (MPF) também se manifestou, afirmando que existem elementos que indicam que a deputada teria atuado como articuladora política junto a órgãos públicos, além de ter recebido valores por meio de pessoas interpostas. Mendonça ressaltou que há evidências de que a deputada recebeu quantias expressivas em dinheiro e teve contato direto com autoridades do INSS envolvidos nos fatos relacionados à Operação Sem Desconto.
As investigações em torno de Gorete Pereira e a operação Sem Desconto refletem um momento crítico na política brasileira, onde a corrupção e a má gestão de recursos públicos estão sob intenso escrutínio. A sociedade aguarda desdobramentos e esclarecimentos sobre o caso, que pode ter implicações significativas para a reputação e a carreira política da deputada.
Detalhes permanecem não confirmados, mas a pressão sobre Gorete Pereira e seu partido, o MDB, aumenta à medida que mais informações sobre a operação e suas implicações surgem.




