Flávio Dino afasta prefeito de Macapá por 60 dias
O ministro Flávio Dino afastou o prefeito de Macapá, Dr. Furlan, e seu vice, Mario Neto, por 60 dias, enquanto ambos são investigados por suspeitas de desvio de recursos federais destinados à construção do Hospital Geral Municipal.
A Polícia Federal (PF) deflagrou a segunda fase da Operação Paroxismo, cumprindo 13 mandados de busca e apreensão. Dino justificou o afastamento afirmando que “a permanência dos investigados nos cargos lhes assegura acesso a documentos, sistemas e bases de dados relevantes para a elucidação dos fatos”.
As investigações indicam que houve comprometimento da competitividade na licitação que resultou na contratação da empresa Santa Rita Engenharia Ltda., cujo contrato foi firmado por cerca de R$ 70 milhões. Além disso, Dino determinou a quebra do sigilo bancário e fiscal de 10 pessoas físicas e 3 pessoas jurídicas.
Entre os alvos da investigação, destaca-se Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, que teve sua quebra de sigilo suspensa por Dino. Essa decisão pode abrir um precedente favorável a Lulinha, em meio a um esquema de fraude no INSS que envolve R$ 6,3 bilhões em descontos não autorizados entre 2019 e 2024.
A CPMI do INSS havia determinado a quebra de sigilo sem análise individual dos alvos, o que gerou críticas. Dino afirmou que a votação “em globo” de 87 requerimentos “parece não se compatibilizar com as exigências constitucionais e legais”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também se manifestou sobre as investigações, afirmando que “se tiver filho meu metido nisso, ele será investigado”. A situação continua a se desenvolver, e detalhes permanecem não confirmados.




