04.06.2026

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Fictor: Operação da Polícia Federal contra o Grupo

fictor — BR news
A Polícia Federal realizou uma operação contra o Grupo Fictor, investigando fraudes bancárias que podem ultrapassar R$ 500 milhões.

Os momentos-chave

No dia 25 de março de 2026, a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, visando o Grupo Fictor, uma organização financeira que está sob investigação por fraudes bancárias. A operação foi um desdobramento de um inquérito aberto em fevereiro do mesmo ano, que já havia levantado suspeitas sobre as atividades do grupo, incluindo movimentações financeiras irregulares.

Entre os alvos da operação estavam Luiz Rubini, ex-sócio do Grupo Fictor e membro do Conselhão, e Rafael Góis, atual CEO da organização. Ambos foram alvo de mandados de busca e apreensão, com a PF cumprindo um total de 21 mandados de prisão e 43 mandados de busca. A defesa de Rubini declarou que não teve conhecimento prévio do processo e que se manifestará oportunamente.

A investigação da PF apura fraudes que podem ultrapassar R$ 500 milhões, com R$ 47 milhões já rastreados em movimentações suspeitas. As fraudes envolvem instituições financeiras de grande porte, como Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Safra, levantando preocupações sobre a extensão das atividades ilícitas do grupo.

A Fictor Holding Financeira, que já enfrentava dificuldades financeiras, entrou com um pedido de recuperação judicial em fevereiro de 2026, com compromissos que totalizam aproximadamente R$ 4 bilhões. A situação financeira do grupo se agrava à medida que as investigações avançam, e a operação da PF pode ter implicações significativas para a continuidade das operações da empresa.

O Conselhão, onde Rubini ocupa uma posição, foi recriado em 2023 pelo presidente Lula, após ter sido extinto em 2019. Essa ligação com o governo pode complicar ainda mais a situação de Rubini, uma vez que a operação da PF traz à tona questões sobre a integridade e a transparência de figuras ligadas ao governo.

O delegado Florisvaldo Neves, responsável pela investigação, destacou que as comunicações entre os executivos da Fictor revelaram pedidos para movimentar dinheiro em uma estrutura de empresas de fachada, agora sob investigação. Isso indica um esquema mais amplo e complexo do que inicialmente se pensava.

As repercussões da operação da PF são significativas, não apenas para os envolvidos, mas também para o setor financeiro e para a confiança pública nas instituições. Enquanto a investigação continua, detalhes permanecem não confirmados, e a sociedade aguarda por mais informações sobre o desfecho deste caso que pode impactar a reputação de importantes figuras do cenário econômico brasileiro.