A situação de abastecimento de combustíveis no Brasil vinha se mostrando estável até o início de março de 2026, mas a tensão entre o governo federal e os caminhoneiros começou a provocar uma corrida aos postos de gasolina. Essa corrida resultou em um aumento significativo na demanda, levando a problemas na cadeia de distribuição.
No dia 19 de março, o município de Pinhalzinho, em Santa Catarina, decretou situação de emergência devido à falta de combustível. As secretarias do município foram instruídas a restringir o abastecimento de veículos que não estivessem diretamente relacionados aos serviços de saúde e segurança pública. Além disso, os fornecedores devem reservar 10% da capacidade total de armazenamento para garantir o atendimento a serviços essenciais.
Em Itajaí, a situação é igualmente preocupante. Dois dos três postos de gasolina visitados estavam sem gasolina, e um deles não tinha previsão para receber novos suprimentos. Na quarta-feira anterior, um posto em Itajaí vendeu mais de 15 mil litros de gasolina, mas a alta demanda está causando problemas na distribuição.
Campinas também enfrenta dificuldades, com relatos de falta de combustível em vários postos durante a manhã do dia 19 de março. Um posto na Avenida Presidente Juscelino tinha apenas gasolina aditivada, enquanto outro na Avenida Paulo Provenza Sobrinho ficou sem gasolina comum e etanol na noite anterior.
A greve dos caminhoneiros, anunciada para começar às 12h do mesmo dia, é considerada “legítima e organizada” e pode ser ampliada caso não haja resposta do poder público. Um frentista em Itajaí afirmou que a falta de previsão para o abastecimento está gerando uma corrida aos postos, resultando em um efeito dominó.
Dados indicam que, durante a madrugada, cerca de 2.000 litros de gasolina foram entregues em Itajaí, mas isso não foi suficiente para atender à demanda crescente. A situação pode se agravar ainda mais com a greve, que promete intensificar a crise de abastecimento.
Detalhes permanecem não confirmados sobre a extensão da falta de combustível em outras regiões do Brasil, mas a situação em Pinhalzinho e Itajaí serve como um alerta sobre a fragilidade da cadeia de abastecimento em momentos de crise.




