O blackface é uma prática com raízes profundas, datando de pelo menos 200 anos, com início estimado por volta de 1830 em Nova York. Recentemente, Fabiana Bolsonaro, de 32 anos, se pintou com tinta preta durante um discurso na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), o que foi amplamente descrito como uma forma de blackface.
Durante sua fala, Fabiana questionou: “Eu quero saber o seguinte: eu sendo uma pessoa branca, em todo o decorrer da minha vida, vivendo tudo o que vivi como pessoa branca… Se agora, aos 32 anos, decido me maquiar como uma pessoa negra, eu virei negra?”. A deputada criticou a escolha da deputada federal Érika Hilton para presidir a Comissão da Mulher, o que gerou ainda mais controvérsia.
O ato provocou uma onda de críticas nas redes sociais, com muitos usuários expressando indignação. Carlos Giannazi, deputado que repudiou a ação de Fabiana, a classificou como racista e transfóbica, afirmando que “o que aconteceu hoje no plenário da ALESP é uma afronta brutal à dignidade humana e à própria democracia”.
A deputada Ediane Maria, do PSOL, anunciou que fará uma representação na Comissão de Ética da Alesp em resposta ao ato de Fabiana. Giannazi também ressaltou que a prática de blackface carrega um histórico violento de humilhação e desumanização da população negra.
O discurso de Fabiana ocorreu em uma sessão ao vivo na Alesp, e a repercussão negativa foi imediata. Observadores e especialistas em questões raciais destacam a importância de discutir a desumanização que o blackface representa, especialmente em um contexto onde a luta contra o racismo ainda é uma questão central na sociedade brasileira.
As reações ao ato de Fabiana Bolsonaro continuam a se multiplicar, e muitos aguardam as próximas ações da Comissão de Ética em relação à representação feita por Ediane Maria. Detalhes permanecem não confirmados.




