04.06.2026

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Eutanásia: Catalina Giraldo luta por direito ao suicídio assistido na Colômbia

eutanásia — BR news
Catalina Giraldo, de 30 anos, busca na Justiça o direito ao suicídio assistido na Colômbia, enfrentando barreiras legais e pessoais.

No dia 25 de março de 2026, a luta de Catalina Giraldo, de 30 anos, por seu direito ao suicídio assistido na Colômbia se intensificou. Giraldo, diagnosticada com transtorno depressivo maior grave, transtorno de ansiedade e transtorno de personalidade borderline, já tentou cerca de 40 esquemas farmacológicos e passou por nove internações devido a crises agudas.

Em 2024, um total de 352 colombianos recorreram à eutanásia, um número que tem crescido ano após ano. A eutanásia e o suicídio assistido foram descriminalizados na Colômbia para pessoas com doenças graves e incuráveis, mas a situação de Giraldo é complexa.

Apesar de sua condição, o pedido de eutanásia de Giraldo foi negado pela EPS (Entidade Promotora de Saúde), que argumentou que ela não possui uma doença considerada grave e incurável. O juiz responsável pelo caso também negou seu pedido para suicídio medicamente assistido, alegando que ela não havia esgotado outras alternativas.

Giraldo expressou sua dor e frustração, afirmando: “Sinto que é um inferno. Estou tão cansada de ter que lidar com isso o tempo todo […] Para mim, já chega.” A busca por assistência médica ao suicídio ainda não foi regulamentada na Colômbia, apesar de uma decisão da Corte Constitucional em 2022 que poderia ter aberto caminho para mais clareza legal.

Lucas Correa Montoya, um defensor dos direitos de autonomia, comentou sobre a importância da escolha individual, dizendo: “É valioso, em termos de liberdade e autonomia, causar ela mesma a própria morte.” Para Giraldo, o pedido de suicídio medicamente assistido é visto como um ato de amor: “Para mim, pedir o suicídio medicamente assistido é um ato de amor — um ato de amor comigo mesma, mas sobretudo um ato de amor com a minha família.”

Atualmente, a situação de Catalina Giraldo reflete as complexidades e desafios enfrentados por muitos que buscam o direito ao suicídio assistido na Colômbia. A luta dela não é apenas pessoal, mas também um símbolo das discussões mais amplas sobre direitos humanos e a autonomia do paciente no país.

Enquanto isso, a sociedade colombiana continua a debater a regulamentação da assistência médica ao suicídio, um tema que gera opiniões divergentes e questões éticas profundas. O futuro de Giraldo e de outros na mesma situação permanece incerto, com detalhes ainda não confirmados sobre possíveis mudanças legais que possam impactar suas vidas.