Os momentos-chave
“A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição líder do Conglomerado, bem como por infringência às normas que disciplinam sua atividade e por prejuízos que sujeitam a risco anormal seus credores.” Esta declaração do Banco Central marca um ponto crítico na história da Entrepay, que, juntamente com suas subsidiárias Acqio e Octa, foi submetida a um processo de liquidação extrajudicial em 27 de março de 2026.
A decisão do Banco Central, que afeta diretamente a Entrepay Instituição de Pagamento e suas associadas, foi motivada por riscos significativos aos credores e pelo descumprimento de normas regulatórias. Em dezembro de 2025, o conglomerado detinha apenas 0,009% do ativo total do Sistema Financeiro Nacional, o que evidencia sua fragilidade no contexto econômico.
As entidades liquidadas não contavam com captações cobertas pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o que agrava a situação dos credores. Cassio Haig Vartanian foi nomeado liquidante das instituições, e as investigações em torno de Antonio Carlos Freixo Júnior, que é alvo de apurações por fraudes e lavagem de dinheiro, continuam a avançar.
Além disso, as autoridades estão investigando Daniel Vorcaro, suspeito de ser o “dono oculto” da Entrepay. Essa situação levanta preocupações sobre a governança e a transparência dentro do conglomerado, que já enfrentava dificuldades financeiras antes da liquidação.
O Banco do Nordeste, uma das instituições que mantinha contrato com a Entrepay, decidiu rescindir esse vínculo em março de 2026, o que indica uma perda de confiança no conglomerado. A liquidação extrajudicial é um regime especial de intervenção decretado pelo Banco Central para retirar instituições financeiras inviáveis do sistema de forma organizada.
Os bens dos controladores e ex-administradores das instituições liquidadas foram tornados indisponíveis, uma medida que busca proteger os interesses dos credores e assegurar que as responsabilidades sejam apuradas. O Banco Central reafirmou seu compromisso em continuar tomando medidas para apurar as responsabilidades na crise da Entrepay.
O Grupo Entre, por sua vez, declarou que estava conduzindo um processo estruturado de descontinuação das operações dessas sociedades, em meio a uma revisão estratégica de seu portfólio de negócios. Essa declaração sugere que a situação da Entrepay não era apenas uma questão de regulatória, mas também de estratégia empresarial.
As autoridades continuam a monitorar a situação e a investigar as circunstâncias que levaram à liquidação. Details remain unconfirmed.




