Cientistas alertam para a possibilidade de um El Niño anular, um fenômeno pouco observado nas últimas décadas que pode ter impactos globais significativos. A evolução do aquecimento do Pacífico equatorial indica que esse evento pode ocorrer entre maio e julho de 2026.
A NOAA estima uma probabilidade de 60% para a ocorrência do fenômeno neste período. Projeções sugerem que o El Niño pode já estar em vigor durante o primeiro semestre de 2026. Os padrões típicos deste fenômeno incluem aumento das chuvas na região Sul do Brasil e períodos mais secos na Amazônia.
Os cientistas também observam que a evolução da temperatura do Oceano Pacífico equatorial indica que o fenômeno está cada vez mais próximo de se consolidar. Em abril, as anomalias de temperatura já atingiram +0,7°C, e não é impossível que evoluam para +1,0°C nos próximos dias.
Um El Niño ativo que persista até o início de 2027 pode trazer temperaturas recordes e secas ou inundações em diversas regiões. Isso poderia afetar diretamente a safra de café 26/27 em áreas produtoras importantes, como América Central e do Sul.
Citações relevantes:
- Meteored afirmou: “a evolução da temperatura do Oceano Pacífico equatorial indica que o fenômeno está cada vez mais próximo de se consolidar”.
- Laleska Moda, especialista em clima, destacou: “As commodities agrícolas poderão enfrentar riscos climáticos mais elevados”.
- A mesma especialista acrescentou: “Períodos prolongados de calor também podem prejudicar o desenvolvimento da planta”.
A intensidade e os impactos exatos do El Niño anular ainda não estão claros. A relação entre o El Niño e os padrões de chuva nas principais regiões cafeeiras do Brasil não é totalmente compreendida. O fenômeno costuma elevar a temperatura média e intensificar eventos climáticos extremos, portanto, sua monitorização continua essencial.




