A deputada federal Gorete Pereira, do MDB, foi apontada pela Polícia Federal como articuladora de um esquema de desvio de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que pode ultrapassar a marca de R$ 6 bilhões. As investigações revelaram que a parlamentar recebeu quantias expressivas relacionadas a esse esquema, incluindo R$ 780.433,50 em propina.
O ministro André Mendonça decidiu que Gorete Pereira usará tornozeleira eletrônica em vez de ser submetida à prisão preventiva, uma medida que gerou discussões sobre a gravidade das acusações. A Operação Sem Desconto, que investiga o desconto fraudulento em aposentadorias e benefícios do INSS entre 2019 e 2024, foi fundamental para a descoberta do esquema.
Além dos valores associados diretamente a Gorete Pereira, a investigação também revelou que Alessandro Stefanutto, um dos envolvidos, recebeu cerca de R$ 4 milhões. A deputada, que assumiu a Secretaria da Mulher na Câmara dos Deputados no final de 2025, se formou em fisioterapia pela Universidade de Fortaleza em 1976 e atuou como professora por mais de duas décadas.
Gorete Pereira, que foi procuradora da mulher na Câmara de 2017 a 2019, se manifestou sobre as acusações, afirmando: “Confiante no devido processo legal, a deputada reafirma seu compromisso com a legalidade e a transparência.” Essa declaração reflete sua intenção de se defender das acusações que pesam sobre ela.
Os desdobramentos da Operação Sem Desconto continuam a ser acompanhados de perto, e detalhes permanecem não confirmados. A situação da deputada e as implicações legais do caso ainda estão em evolução, com a expectativa de que novas informações possam surgir nos próximos dias.




