Prisão e Liberdade Provisória
Em 11 de março de 2026, a delegada Wanessa Santana Martins Vieira e seu marido, Renan Rachid Silva Vieira, foram presos em Belo Horizonte, Minas Gerais, por uso indevido de uma viatura da Polícia Civil. A abordagem ocorreu após denúncias anônimas feitas à Polícia Civil e à ouvidoria do estado.
Renan Rachid, que já estava sob investigação por estelionato, agiotagem e ameaça, foi flagrado dirigindo a viatura na Avenida Antônio Carlos. A viatura estava sendo utilizada para deslocamentos pessoais, o que caracteriza o crime de peculato, que envolve apropriação ou uso indevido de bem público.
Decisão Judicial
A juíza responsável pela audiência de custódia, Juliana Beretta Kirche Ferreira Pinto, decidiu conceder liberdade provisória ao casal após o pagamento de fiança. O valor da fiança foi equivalente a três salários mínimos para cada um, totalizando cerca de R$ 5,6 mil.
A juíza entendeu que, apesar de haver indícios de autoria e materialidade, o casal é primário e as condutas não foram cometidas com o emprego de violência ou grave ameaça à pessoa.
Restrições e Consequências
Após a liberação, o casal ficou sujeito a algumas restrições, não podendo deixar as comarcas de Belo Horizonte e Lagoa Santa por mais de 30 dias sem autorização judicial. O advogado Renan Rachid confessou ter conduzido a viatura, alegando problemas mecânicos em seu carro particular.
A Polícia Civil de Minas Gerais afirmou que não compactua com desvios de conduta de seus servidores, reafirmando seu compromisso com a ética e a legalidade.
Renan Rachid Silva Vieira, de 38 anos, já enfrentava investigações por crimes como estelionato e agiotagem antes da prisão. A situação levanta questões sobre a conduta de servidores públicos e a utilização de bens públicos para fins pessoais.
Detalhes permanecem não confirmados sobre a continuidade das investigações e possíveis desdobramentos legais para o casal.




