O que aconteceu?
Na segunda-feira (23), o governo federal revogou o Decreto nº 12.600/2025, que autorizava a concessão de hidrovias nos rios Tapajós, Madeira e Tocantins. A decisão foi anunciada pelo ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, após reuniões com representantes dos povos indígenas da região.
Por que isso importa?
A revogação do decreto é considerada uma vitória significativa para os povos indígenas, que protestavam há mais de um mês contra o projeto, alegando que ele representava uma privatização dos rios e poderia causar danos irreversíveis ao meio ambiente. Os manifestantes, incluindo os povos Munduruku, Arapiuns e Tupinambá, expressaram suas preocupações sobre a falta de consulta prévia às comunidades afetadas.
O que vem a seguir?
A decisão de revogação ainda aguarda publicação no Diário Oficial da União. Os indígenas, que estavam acampados em frente à sede da Cargill em Santarém, esperam encerrar suas manifestações após a formalização da revogação. O governo federal, por sua vez, demonstra um compromisso em ouvir as demandas das comunidades indígenas e reavaliar decisões anteriores.




